quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pais e Filhos " Limites sem traumas"

Dia destes estava eu em uma loja de brinquedos, pude observar um pequeno que lá estava, tinha não mais que uns sete anos de idade.

Ali mesmo na loja, em frente a todos, o garoto ia exigindo de sua mãe uma quantidade sobeja de brinquedos, algo sem limites. A mãe, uma jovem de uns 19 anos no máximo, surpreendentemente comprou todos para o moleque, alegando diante do olhar abismado da caixa, que creio nunca ter vendido tanto brinquedo para uma só criança, - vou comprá-los, do contrário ele se põe aos prantos!

Fiquei surpresa, e confesso preocupada, com a atitude pusilânime da mãe frente aos desmandos do garoto. Depreendi da lamentável cena, que dias difíceis virão se os pais não estiverem cônscios de sua responsabilidade na educação, na formação de seus filhos.

Hoje, a criança recebe uma overdose de brinquedos, e no futuro do que será a overdose? Quais os sistemas de compensação que irão satisfazer os jovens, quais as mamadeiras psicológicas das quais irão matar a sua sede?

Os limites são essências na infância, falo não dos limites castradores, que comprometem o potencial da criança, que prejudicam sua auto-estima, mas do limites saudáveis, aqueles relacionados aos bons modos, a educação.

Percebo uma geração de pais confusos, apáticos em relação à educação dos seus filhos, vá lá, educar da trabalho!!!

Os pais de hoje são deveras ocupados, uns ocupados em manter padrões sociais escravizadores, outros preocupados em se convencer que um filho não é algo tão sério assim.

Investir na educação dos filhos é, sem dúvida, o melhor empreendimento que se pode fazer, do contrário não os tenham, os filhos.

A sociedade agradece!!!

Cassiane Schmidt

Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2008

Código do texto: T925817

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tema da Semana: Limites, sem traumas?

Olá queridas mamães,

Esta semana pensei em falar sobre um Tema muito comum no mundo das mães, mas que ainda é uma incógnita para todas nós, talvez nossa maior dificuldade: Como impor limites.

Diante de tanta coisa ruim acontecendo no mundo, coisas que não dá mais para fecharmos os olhos e fazermos de conta que não existem ou que estejam tão longe, tanta violência, tanta maldade, tantos jovens se envolvendo com drogas, assassinatos, fazendo atrocidades, desrespeitando os pais e o próximo me questiono: Onde está a falha? Será falta de limites ou de amor? Ou ambos?

Na teoria sabemos que impor limites é necessário, mas e na prática? Pra vocês é como? Como cada uma lida com isso?

Percebo que o grande medo da maioria das mães ao impor limites para seus filhos é de lhes causarem algum “trauma” para o resto da vida, ou o medo de perder o amor do filho, sim, para algumas isso pode parecer ridículo, mas é a realidade de muitas.

Será que conseguimos impor limites sem causar traumas? Ou o trauma é necessário?

Alguns educadores dizem que para educar os filhos não devemos impor medo e sim respeito. Será que dá pra impor respeito sem automaticamente incumbir o medo? O ser humano está tão evoluído assim?

E quando marido e mulher discordam na forma de educar? A mãe educa de um jeito e o pai chega e diz: - Você é muito brava, pegou muito pesado! Não precisava tanto!

Sem contar na posição de terceiros como avós, tios e afins...

Sei que entre nós existem algumas mães de adolescentes, gostaria de lhes pedir para contribuírem esta semana com suas experiências, com certeza irão ajudar e muito a nós que estamos começando nesta caminhada. O que deu certo pra vocês e o que não deu?

E que todas de alguma forma possam contar suas experiências, traumas, frustrações e expectativas a respeito, pois com certeza isso nos ajudará e muito a formamos cidadãos de bem, íntegros, honestos, para um futuro melhor, mais digno, menos perdido e violento, para o bem de nossos filhos e de nosso planeta que anda chorando dores de parto.

Então venham, se aconcheguem, entrem na roda e vamos papear.

Uma excelente semana pra todas,

Beijo enorme no coração,

sábado, 9 de abril de 2011

Temos que Vigiar!

Olá meninas,

Estou de volta! Que Saudades de vocês!

Gente, sobre o Tema desta semana sou bastante radical.

Antes mesmo de crucificar os atos de tais mães pensei nos nossos. Para tais me lembrei de duas frases, uma tirada do melhor livro de psicologia de todos os tempos para adultos e crianças: “Orai e Vigiai” (Mateus 21, 41) e a outra tirada de um ditado popular: “Diga com quem tu andas que te direi quem és”.

Temos de tudo nesse mundo hoje em dia e para tanto é nossa obrigação como pais zelar pela segurança de nossos filhos!

Vemos coisas horríveis acontecerem a cada minuto em todos os lugares o tempo todo, fiquei triste ao saber que existem mães medíocres a ponto de acreditarem coitadas, que estão escolhendo o melhor para seus filhos ao escolherem a melhor marca de um produto. Mal sabem elas que marca é algo construído por profissionais para se obter o melhor lucro e nunca para se vender o melhor e que através deste ato de egoísmo, que é acreditado erroneamente por elas ser um ato de amor, elas estão transmitindo a seus filhos o pior na formação de um caráter. É sabido, criança aprende com exemplos muito mais que palavras.

Mas muito além de um simples ato de egoísmo existem outros atos que podem ser muito mais dolorosos para nosso pequenos e diante disso pensei: Onde está minha responsabilidade ao entregar meu maior tesouro a uma pessoa com comportamentos tão diferentes dos meus? Onde estava eu que não analisei e conheci muito bem essa pessoa para lhe agregar os cuidados de minha filha tão pequena e indefesa? Qual o limite de maus tratos desta pessoa perante uma criança inocente?

Temos que vigiar! Temos que saber a quem entregamos nossos filhos! Que exemplos irão passar em palavras, que cuidados e atenção irão ter. Quem são essas pessoas? Como essa família se trata dentro de casa? Quais são seus valores? Existe violência? Brigas? Palavrões? Que tipo de programas de televisão assistem quando as crianças estão brincando? Que tipo de expressões usam? Se for citar tudo aqui, escrevo um livro!

Na casa de João temos que comer como João ou o que João nos oferecer, se não gostarmos do que João tem a oferecer, não devemos ir até a sua casa.

E é por achar dificílimo tudo isso que não deixo e não deixarei a Ana Clara e o Vinícius sairem sozinhos com pessoas que não sejam de minha estrema confiança até completarem uma idade razoável para se defenderem daquilo que eu não conseguir vigiar antes. E esta vigia se acentuará mais ainda na adolescência com seus amigos! Acredito que esta é uma das minhas obrigações como mãe, para no futuro não ter que chorar pelo leite derramado.

Quanto a educar filhos dos outros, acredito que esta obrigação não é minha, esta obrigação é dos pais da criança! Não tenho o dever de educar filho de ninguém, o máximo que posso fazer é ditar as regras da minha casa e passar bons exemplos. Graças a Deus nunca tive problemas com os amiguinhos da Ana Clara, fazem arte sim, mas nada que ultrapasse nenhum limite para sua idade e que não parem quando digo, fulano aí não que vc pode se machucar, isso não pode ou não briguem ou deixa ele brincar com esse brinquedo tb, temos que dividir... e blábláblá! Porém também sou muito seletiva! Temos poucos, mas muito bons amigos, pessoas que pensam e agem como a gente! Sempre fui assim, aprendi isso com a minha mãe.

E que Deus nos ajude!!

Beijo enorme no coração de todas!

É muito bom estar de volta!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Liberté, Egalité, Fraternité

(Liberdade, igualdade e fraternidade) Fiquei muito feliz de ler os relatos que chegaram... confesso que apesar de levantar a bandeira, senti um pouco de medo de estar do lado da minoria... Ainda bem que quase todas vocês, por e-mail, comentários ou posts entenderam muito bem o que eu estava colocando "na roda" pra discussão!!! Não acho que devemos SEMPRE dar tudo para os amiguinhos e menos ainda que devemos dar TUDO para os nossos... é nesse limite tenue entre o "eu quero" e o "toma!" que vamos colocando os limites e ensinando os valores.... Mas pra mim eh CLARISSIMO, que se estou com meu filho e mais os amiguinhos, tenho que dar somente o que vou poder proporcionar a todos!!! Se não tenho condicões ($$$) de dar pro grupo inteiro... então NENHUM ganha (inclusive o meu filho!) E paciência... porque faz parte da vida ouvir um "não" de vez em quando... Quanto a dar bronca, por de castigo, e afins... vale pra mim a intimidade, a afinidade e a empatia... Existem mães que educam como eu... outras que fazem exatamente o oposto do que eu faria.... Prouro respeitar, principalmente porque não acho que o "meu jeito é o melhor"... Mas tenho amigas que dou 100% de liberdade pra educar o meu filho exatamente igual educariam os delas... e algumas delas, tambem confiam em mim de olhos fechados!!! Educar é dificil pra caramba!!! Porque nao aceitar ajuda de pessoas que tratam nossos filhos com carinho, mas que sabem o quanto é importante ajuda-lo a amadurecer?!?! Alias, é uma via de mão dupla... e muitas delas tb me dão permissao pra falar "não", pra desligar a tv quando não almoçam direito, pra tirar o DS quando não sabem dividir, e etc!!! É claro que a gente esbarra numas loucas, rss... mas ai o negócio é ficar atenta e ouvir tudo que os pequenos falam sobre fulana ou ciclano... Se pintar desconfiança, temos a obrigação de deixar claro que a pessoa não tem autorização pra criar as regras de nossos filhos! Melhor ficar amarelo com uma conversa chata, do que vermelho de raiva depois!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um espanto e um jabá!

Oi minhas queridas!

Esta semana eu realmente não poderei contribuir muito, pois Tiago ainda está na fase de roubar os brinquedos dos coleguinhas no play, achando que são todos dele - ou seja - sair com amiguinhos ainda está longe dos nossos planos!

Entrei aqui pra dizer que estou espantada com o que vocês postaram sobre estes tratamentos diferentes entre os nossos e os dos outros. Por mais que sejamos apaixonadas pelos nossos, o bom senso precisa existir, né?

E acho importante a gente sempre se colocar na posição da otura mãe. Dia desses eu dei um vacilo e percebi na hora. Tiago estava brincando com uma menininha mais velha, de uns 4 anos, e fomos nos afastando do local onde a mãe dela estava, conversando com as amigas.

Não avisei que estávamos nos afastando e alguns minutos depois ela veio desesperada, pois não sabia onde a filha tinha se metido. Ela não me xingou nem nada, mas senti que deveria ter avisado, tipo: "Ó, sua filha tá comigo, ok?". Precisamos olhar estas pequenas coisinhas, pois aí começa o egoísmo materno rsrsrsrs!!

Bem, este foi o espanto. Agora vem o jabá!!

Queria convidar vocês, minhas amigas mamães, a conhecer o site que a Avon preparou para o Dia das Mães! Lá é possível homenagear as mamães mandando uma mensagem narrada por e-mail - e quem narrou esta mensagem fui EUzinha!!!

Estou muito feliz e orgulhosa com este trabalho feito de mãe para mãe!

E logo teremos mais coisinhas lá no site que eu estou preparando aqui com muito amor!!

Depois eu volto pra contar - e para papear mais!

Beijos pra todas!

Nanda Torres
http://www.diadasmaesavon.com.br/

Os meus estão com sono e os seus estão chatos!!!!

Numa roda de mães, um dia uma disse, "criança com sono fica chatinha, né?" e a outra emendou "o meu fica com sono, o seu é que fica chato!". Ou seja, essa mãe jamais ficaria com minhas filhas!!!! E com essas, mais alguns estudos na área e a vivência diária fez com que decidisse que minhas filhas não vão tão cedo saírem sozinhas.

Com relação a este tema eu acho que terei pouco, ou muito pouco, a contribuir. Simplesmente porque as minhas nunca foram passear com ninguém, nem tia, nem vó, nem madrinha, nem ninguém. Lá em casa tem um combinado: ou está com o pai, ou está com a mãe, ou está no colégio! E só! Nada mais.

O que li sobre a idade em que as crianças tem discernimento para irem sozinhas na casa dos outros é a partir dos 7 anos. Catarina ainda tem 6. Ou seja, ainda não tem idade para conviver com outras famílias e entender as diferenças que possam aparecer diante de seus olhinhos.

Antes de ter filhos eu tinha mania de pegar os filhos dos outros e levar para casa para cuidar, mas hoje cuido só das minhas também. Adoro cuidar de criança. Quando junto o povo é todo mundo igual. Como tenho duas filhas essa regra já é velha: é tudo nosso! É tudo dividido. Só se compra se for para todo mundo. Ensino a igualdade não só entre os colegas, ams entre os povos e nações. Caso aconteça de uma outra criança, seja ela quem for, vir junto com a gente a regra continua a mesma e a Catarina e a Cecília sabem disso.

Como moro longe do centro da cidade as pessoas acham distante para ir até lá levar e depois buscar. Então a Creche da Tia Fê anda meio aprada ultimamente. E eu acho ótimo!

Para enfeitar meu post magro colo aqui uma matéria da Revista Época sobre o assunto:

Fernanda Lohn

02/10/2009 20:40
Com que idade a criança pode sair só?
Por temer a violência nas ruas e por superproteção, os pais acabam adiando esse momento. Mas a cautela excessiva pode ser prejudicial ao futuro dos filhos
Martha Mendonça


A carioca Lívia Araújo, de 12 anos, pode andar sozinha apenas nos shoppings do Rio de Janeiro, cidade onde mora. Até para a escola, que fica a dez minutos de sua casa, sua mãe, Marlucia Nascimento, a acompanha
A carioca Lívia Araújo, de 12 anos, é uma extrovertida representante de turma. Usa salto alto, batom e vai ao salão de beleza. Enfim, é uma mocinha. Mas Lívia não sai sozinha de casa. Mesmo para a escola, a dez minutos de casa, vai sempre acompanhada pela mãe. “Confio na minha filha, mas as ruas estão violentas e os motoristas não respeitam os sinais”, diz a mãe e funcionária pública Marlucia Nascimento. Sozinha, só no shopping. Marlucia lembra que, em sua própria infância, aos 9 anos ela perambulava só. “Os tempos são outros”, diz. “A hora de soltá-la vai chegar.” Lívia não reclama: nenhuma das amigas anda sem um adulto por perto.

A preocupação de Marlucia, de 48 anos, é legítima. Na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde moram, não há um dia sem um assalto, uma bala perdida ou um crime qualquer. Em 2003, o bairro ficou marcado pela morte de Gabriela Prado, aos 14 anos, num tiroteio no metrô no primeiro dia em que saía sozinha de casa. Nas últimas décadas, a violência modificou a rotina de pais e filhos. Se as crianças da geração anterior começavam a sair sem os pais por volta dos 10, 11 anos, agora raramente os filhos de classe média se aventuram sós pelas ruas antes da adolescência. “Os alunos vêm para a escola sozinhos a partir do sétimo ou oitavo ano”, diz a diretora do Colégio Mopi, a psicopedagoga Regina Canedo. Há 36 anos à frente da escola que fundou, ela diz que normalmente os pais começam a deixar os filhos mais livres quando eles reclamam. “A hora de saírem sós, muitas vezes, é imposta pelos filhos. Os pais têm razão em ter cuidado, mas não podem mantê-los debaixo da asa até a vida adulta”, diz.

"A hora de soltá-la vai chegar"
MARLUCIA NASCIMENTO,
funcionária pública e mãe de Lívia


No começo de setembro, o jornal americano The New York Times mostrou como as crianças estão indo cada vez menos sozinhas para a escola. Segundo uma pesquisa da National Household Travel – que mede o uso dos meios de transporte naquele país –, em 1969 41% dos alunos iam sozinhos a pé ou de bicicleta até o colégio. Em 2001, eram apenas 13%. Pais americanos acompanham os filhos até em caminhadas de dois quarteirões. Em alguns casos, ao buscar os filhos na escola, eles colocam um papel com o nome da criança à frente do carro para que um funcionário da escola localize por rádio o aluno no prédio e o traga. Em São Francisco, um estudo entre pais que levam seus filhos de 10 a 14 anos ao colégio revelou que metade não deixaria que eles andassem desacompanhados e 30% afirmaram que o medo de estranhos é o responsável por sua decisão. Nos Estados Unidos, o maior temor é o rapto de crianças.










O empresário Ricardo Ribes, de 47 anos, leva o filho Matheus, de 13, a todos os lugares. O menino e um amigo já foram assaltados em uma padaria perto da casa em que moram, em São Paulo. O pai diz que a ida ao colégio é um bom momento para conversar, Matheus concorda, mas afirma querer mais liberdade
No Brasil, “o fator violência é concreto e de fato não ajuda a estimular comportamentos de autonomia”, diz a pedagoga Patrícia Lins e Silva, diretora da Escola Parque, no Rio de Janeiro. Ela acredita que a preocupação dos pais é justa, mas que é preciso levar em conta a importância do desenvolvimento dos jovens. “Entre 12 e 14 anos, eles lutam bravamente pelo direito de experimentar as próprias asas”, afirma.

O empresário paulistano Ricardo Ribes, de 47 anos, leva o filho Matheus, de 13, a todos os lugares, incluindo o colégio, que fica muito perto de onde moram, no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. “Tenho medo de assaltos e atropelamentos. Ele e um amigo foram assaltados no caminho da padaria que fica na esquina de nossa casa.” Ricardo minimiza a proteção. “Os trajetos são bons também para a gente conversar”, diz. Matheus adora a presença do pai. Mas não nega que gostaria de ter um pouco mais de independência. “Preferiria ir para certos lugares sozinho”, afirma.

No Brasil e nos Estados Unidos, os especialistas em crianças identificaram, além da violência nas ruas, outro fenômeno que faz com que os pais adiem libertar os filhos: a superproteção, ou overparenting, como é chamada em inglês a exagerada influência dos pais na vida das crianças, em todos os seus aspectos. Interferência nas amizades, cobranças exacerbadas sobre o aprendizado e, em grande escala, o medo da relação da criança com o mundo. O resultado desse comportamento pode ser o desenvolvimento de um adulto sem iniciativa, inseguro e com dificuldades de relacionamento. “O medo da violência das ruas é uma realidade. Mas toma proporções maiores por conta da superproteção”, afirma a psicóloga Ceres Araújo, professora da PUC-SP. Ela diz ainda que as famílias de classe média normalmente se espelham umas nas outras, padronizando as atitudes. “Mesmo que um filho mereça confiança para começar a sair desacompanhado, dificilmente os pais deixarão se outros amigos ainda não tiverem a mesma liberdade. Eles têm medo de estar sendo inconsequentes”, afirma.

Tenho medo de assaltos e atropelamentos
RICARDO RIBES,
empresário e pai de Matheus
Em abril do ano passado, a escritora americana Leonore Skenazy causou polêmica ao contar, em sua coluna no jornal The New York Sun, que havia deixado seu filho Izzy, de 9 anos, andar sozinho no metrô. “Em um domingo ensolarado, dei a ele um mapa do metrô, um bilhete, US$ 20 e algumas moedas, para o caso de ele precisar fazer uma ligação”, escreveu. A maioria dos leitores condenou sua decisão. O incidente levou Leonore a criar um blog e escrever o livro Free-range kids: giving your children the freedom we had without going nuts with worry (algo como Crianças independentes: dando a seus filhos a liberdade que tínhamos sem enlouquecer de preocupação). Ela acredita que muitos pais não têm coragem de soltar os filhos por culpa e medo da reação alheia. “Os pais devem se basear no potencial de suas crianças, e não no que os vizinhos vão dizer”, afirma.

Afinal, com que idade as crianças devem começar a sair sozinhas? Os psicólogos argumentam que o momento certo é muito variável. Antes dos 8 anos, nunca. Nessa idade, elas mal aprenderam a ler, são mais frágeis e não avaliam ainda causas e consequências. Depois disso, é uma questão que cabe aos pais e à própria criança decidir. “Guardadas as particularidades, o ideal é que seja na fase da pré-adolescência”, diz a psicopedagoga Sílvia Amaral, coordenadora da clínica multidisciplinar Elipse, de São Paulo. Ou seja: a partir dos 11 anos. “De acordo com Jean Piaget (psicólogo suíço que estudou o comportamento infantil), nessa última fase da infância a criança já sabe lidar com a novidade e tem capacidade de interiorizar regras, lidar com o imprevisível.”
A analista de sistemas carioca Cristina Rosa, de 43 anos, considera que os 13 anos é a idade para soltar os filhos. O mais velho, Bernardo, hoje com 16 anos, precisou de incentivo para se aventurar. “Ele sempre preferia que alguém o acompanhasse. Aos poucos, foi ficando mais seguro”, diz Cristina. Neste ano, depois de uma viagem de um mês à Alemanha, Bernardo passou a ir de ônibus a locais mais distantes. Já Bruno, o caçula, de 12 anos, não quis esperar o “prazo”. Bruno é levado até a metade dos trajetos e segue a outra metade sozinho.

Para psicólogos e educadores, não há fórmula para proteger uma criança ou adolescente nas ruas, até porque é impossível prever todas as situações. O segredo da segurança é o treino e a familiaridade com locais e trajetos (leia o quadro na pág. anterior). Todos os especialistas são unânimes em dizer que adiar o momento de liberá-los para o mundo é subestimar sua capacidade de cuidar de si mesmos. A confiança dos pais é o combustível para a autoconfiança dos filhos. “É preciso arriscar e delegar, apesar dos perigos. Tirá-los da redoma é ajudá-los a crescer”, diz a psicopedagoga Sílvia Amaral.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A primeira vez a gente nunca esquece....

Estou aqui pela primeira vez!! Sempre leio os artigos e fico muito feliz em poder compartilhar idéias, opiniões, experiências!! Adorei esse tema e concordo plenamente com todos os pontos, na minha opinião não se deve existir distinção entre amigos, pelo menos eu não sou assim, o que dou paras as minhas filhas é o mesmo que dou para seus amiguinhos, mães, pais e inclusive Baba!!! isso mesmo!!! Porque jão passei pela experiência de deixarem a baba das minhas filhas sem almoço, lanche, aguá, etc por várias horas!!!! Isso foi pra mim o fim do resto!! Sem o mínimo de consideração e respeito ao ser humano!! Na minha casa sempre faço o melhor que posso, adoro receber pessoas e seus filhos!!! E trato como se fossem minha familia, porque quero ser tratada da mesma maneira e que minhas filhas também sejam tratadas assim. Quanto ao castigo, é um assunto delicado, acho que devemos conversar com a criança que está passando dos limite s, e se persistir, comunicar aos pais para que possa ser feito alguma coisa, pois sabemos que mais de duas crianças juntas vira festa e bagunça!!! Mas claro que isso é muito bom e graças a Deus significa saúde!!! Claro que uns tem personalidade mais forte que outros e precisamos "administrar" isso, não é fácil, mas precisamos tentar!!! Pois sabemos que esse momento da vida deles é a base de sua vida, se passamos valores bons, isso perdurará por toda a sua vida e serão pessoas felizes e saberão enfrentar o mundo, precisamos prepará-los para o mundo!! Bom... foi muito bom, gostoso escrever.. farei isso com mais frequencia....risos Beijos Cintia

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cuidem dos filhos dos outros da mesma maneira que você gostaria que cuidassem dos seus!!!

Semana passada fugi do Papai Noel e do Coelhinho da Pascoa.... Mas essa semana eu apareci!!!! Como tem gente egoísta nesse mundooo!!! Será que alguém vai ficar mais pobre de dar o mesmo para o filho dos outros?!?1 Que Absurdo! Eu saio com mil crianças, meus filhos são maiorzinhos e eu compro tudo igual pra todos! Gente, imagina a mãe da criança ficar sabendo... nossa que vergonha!!! Mas é isso aí!!! Tem gente que só pensa em sí!!! Eu prefiro trazer pra casa e levar pra passear do que mandar os meus pra casa dos outros,,, Nem todo mundo tem paciência, às vezes chamam as crianças e deixam elas jogadas com empregadas sem fazer nada!! Eu quando chamo pra vir pra cá, fico com elas um tempo em casa e depois saio pra um passeio, um lanche... Se os meus me pedem alguma coisa na rua, eu so compro se for viável comprar para todos!!! Outro dia, o Rafa queria aumas figurinhas, eu comprei um pouquinho para cada e ficou todo mundo feliz!!! Eu penso assim: cuidem dos filhos dos outros da mesma maneira que você gostaria que cuidassem dos seus!!! Ah lembrei de mais.... tem gente que coloca o cinto só no próprio filho! Os outros vão soltos no carro!!! isso eu já vi muito!! Um absurdo!! Beijos meninas Mary

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tema da Semana - Nossos filhos e os filhos dos outros são iguais?

Conforme nossos filhos crescem, aos poucos vamos nos acostumando que eles adoram "andar em bandos" e ai, começamos a liberar passeios com outros pais, ou a agregar os filhos dos outros, aos nossos!


Fato é, que quando eles estao em 2, 3 ou mais... qualquer programa vira diversão (e caos - ao mesmo tempo!) rsss


Mas quando isso acontece sempre temos que tomar cuidado pra não criar diferenca entre eles... ainda mais quando são pequenos....


Já soube de história de mães que levam filhos e amigos ao mc donald, compram mc lanche feliz pra todos, mas deixam todos os brinquedos com o proprio filho, afinal, o dinheiro saiu do bolso delas!!!


Outro dia vi uma dando um toddynho pro filho e um outro generico qualquer pro amiguinho que estava junto...


Tem mães que levam biscoitinhos, suquinhos, balas na bolsa em quantidade suficiente so pros seus....


E até aquelas que ESCOLHEM o melhor pao de queijo, batata frita, e etc pro seu filho e deixam os outros com o que parece "menor" ou "menos fresquinho"...


Serio!!! Não estou inventando... e vocês sabem que isso acontece!!!


Eu acho que quando a gente convida em casa ou leva pra passear os amiguinhos de nossos filhos, temos que ser o mais imparciais possiveis... principalmente em questoes assim! Ou temos como dar a mesma coisa pra todos, ou nao devemos dar nem pros nossos...


Vamos relatar aqui nossas experiencias e pontos de vista (concordantes ou divergentes), pra que esse debate saudável mostre pras mamaes "amigas" que isso NAO É LEGAL?


Aproveitando o gancho, e na hora de dar bronca e por de castigo?

Como agir com o filho dos outros quando eles estao em nossas casas ou em algum programa que somos os responsaveis?!?


Beijos Jo


Ps: a Gê esta ausente por motivos pessoais essa semana! Logo ela estará de volta! Enquanto isso, eu aproveito pra fazer bagunça! rssss

quinta-feira, 31 de março de 2011

Existe ou não existe? Temos o direito de decidir?

Olá, queridas!
Acho que vou ser bem breve sobre este tema, porque aqui em casa o encantamento e o mergulho no fabuloso mundo do consumo estão apenas começando... Preciso mais é ler as experièncias de vocês, que já têm mais tempo e sabedoria sobre este assunto!!

Li o texto da Jo e o da Fernanda - e ambos me fizeram parar pra pensar. Não que eu e meu marido não tenhamos falado no assunto, mas no dia-a-dia as coisas vão acontecendo rápido - e quando a gente vê, já desenhou na cabecinha dos pequenos um panorama que nem sempre é aquele ideal.

Mas afinal de contas, qual a atitude ideal? Será que ela existe? Eu gostaria de ter convicções mais firmes sobre este assunto. Mas como não tenho, creio que a tendência aqui em casa vai ser a da maioria - ou seja: tem coelho, Papai Noel, presente e um pouco de oração também.

A verdade é que nós fomos criados assim - e não sei se consigo fazer diferente, até porque sou muito feliz assim!

Já fui bastante católica, a ponto de pensar até em seguir uma vida religiosa pra valer. É sério, gente... Meu marido não acredita, mas um dia eu quis ser Freira. Ainda bem que mudei de ideia, né? Senão não poderia estar aqui no Papo rsrsrsrs!!

Depois de adulta os compromissos foram aos poucos me afastando da Igreja, mas eu continuo me sentindo católica, mesmo conhecendo e respeitando as outras religiões. Acho linda a maneira como as minhas primas do interior vão criando os filhos na Igreja, indo à Missa, trabalhando como Coroinhas... Mas a realidade da nossa família e da cidade grande não vai permitir isso. Eu mesma quase não vou mais à Missa - não posso exigir isso do meu filho se não dou o exemplo, né?

Mas uma coisa eu quero muito que ele entenda e preserve nestas datas que consideramos especiais - a importância de celebrar as festas com a família, amigos, pessoas que amamos. Não importa a crença. O que vale é a energia boa de estar cercado de amor e dar as mãos para rezar, cantar ou simplesmente agradecer.

Na minha família sempre tivemos um Natal muito especial. Na verdade é uma festa simples, com ceia, amigo-oculto e dezenas de primos e tios. Mas sempre há um momento em que a minha avó pega a imagem do Menino Jesus e todos nós cantamos Noite Feliz e rezamos por uns minutinhos de mãos dadas. Isso vale mais do que qualquer presente, ovo ou brinquedo - eu quero muito que o Tiago entenda este valor.

No mais, acho que o presente tem que ser uma surpresa e não precisa ser necessariamente carééérrimo, só porque é Natal. Sempre vejo aquelas reportagens de crianças com os pais no mercado escolhendo seus ovos ou os brinquedos que querem do Papai Noel - e o pai, coitadinho, fazendo continha pra não decepcionar seu pequeno tirano. Não, não e não! Aqui em casa quem escolhe o presente é o Papai Noel.

Outra coisa que eu acho bacana e pretendo fazer é incentivar meu filhote a ajudar o próximo nestas datas especiais. Ele pode doar seus brinquedos mais antigos ou quem sabe levaremos chocolates para alegrar crianças em um orfanato na Páscoa. Isto é mais pra frente, mas fica como dica para quem quer despertar nos filhos uma consciência positiva - e não o ímpeto de comprar, comprar e comprar!

Bem... Pra quem ía ser breve, né? Tô escrevendo um tratado!

Vou encerrar então do mesmo jeito que a Jo, com as fotinhos dos três Natais do Tiago. Esta será a terceira Páscoa, mas ainda não comemoramos nenhuma. Quem sabe este ano não rola um coelhinho no jardim, hein? Eu quero o Ovo Ferrero tamanho 40, ok? kkkkk!!

Beijos pra todas e uma ótima semana!!

Nanda

 Natal 2008 - Tiago no barrigão de 5 meses - eu, marido e meus pais em BH

 Natal 2009 - Tiago com 7 meses - curtindo os presentinhos em BH...

 ... Depois do seu primeiro contato com este Papai Noel esquisito rsrsrsrsrs!!!

Natal 2010 - Tiago com a pilha fraca depois de se acabar na brincadeira com os priminhos!!

Beijos, meninas! Até a próxima!

quarta-feira, 30 de março de 2011

O significado da Páscoa...

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.


Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera.


Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.


No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach.


Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.


A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!



Vamos ver agora como surgiu o chocolate...


Quem sabe o que é "Theobroma"? Pois este é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico do chocolate.


Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.


Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou. O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.


Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha.


Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.


Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.


Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano.


Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.


Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados.


E o coelho?


A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700.


O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.


Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?


No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.


Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!


Fonte: PUC - Rio

terça-feira, 29 de março de 2011

Natal, Páscoa e demais falências.

Até meus pais se separarem, aos meus 9 anos, eu ia a Igreja Católica mais de 1 vez por semana e sempre aos domingos eu lia lá na frente. Era super ativa. Tanto que queria que meu primeiro emprego fosse Secretária da Paróquia. É sério! Eu adorava aquele mundo. Do lado, tinha a casa dos padres e suas salas secretas e a minha imaginação de criança.


Depois disso eu nunca mais fui assídua em nenhuma religião, nem mesmo a católica. Conheci diversas experiências interessantes em outras religiões, umas me deixaram algumas lições, outras me deram medo. Mas quando me deparei com a seguinte frase “O erro dos homens é querer materializar Deus, quando deveria se preocupar em espiritualizar o homem” acreditei mais ainda que a religião é do homem. A fé é humana.


Sou muito espiritualizada, nenhum espírito de luz (como diriam os kardecistas), mas aprendi algumas coisas com os sofrimentos que passei na vida. Rezo sempre, tenho um sentimento de gratidão pela existência do mundo ao meu redor, acredito que é na verdade onde encontramos a verdadeira paz, admiro de São Francisco, uso a roupa que eu quiser (com respeito aos outros), utilizo meu livre arbítrio para tentar sempre fazer o bem e muitas vezes acabo errando.


Uma curiosidade é que não uso relógio. Não gosto. Me prende, não a pulseira em si, mas a idéia do tempo rodando no meu pulso. O tempo para mim tem que ser dele, único, leve, pouco, muito: mas sem controle. É incontrolável mesmo! Sendo assim, as datas acabam também indo pelo mesmo caminho. Datas? Agora que a gente sabe que esse calendário é fajuto?


Logo que me separei o pai das meninas iniciou uma coleção de bonecas-mais-caras-da-loja para a Nina e Ciça. Eu tinha duas opções: competir ou desistir. Eu resolvi que Natal, aniversário, dia das crianças e todas as datas que inventarem a mamãe NUNCA dá ou dará presente. A mamãe dá viagem, sempre! E assim tem sido. Além de uma festinha pequena SEMPRE nos aniversários para bater a foto.


Dirigindo hoje, ouvi um consultor de economia da CBN dizendo como calcular a quantidade de ovos de páscoa comprar para todos da família e tal. Qual o número do ovo adequado. A partir de quantos em cada célula familiar que se deveria dar um ovo para cada ou um maior para a célula. Sinceramente. Eu não como chocolate. Claro, minhas filhas amam chocolate. Como boa adestradora, quando há momentos especiais e comemorativos dos sucessos pessoais de cada uma delas, e não de Jesus, eu dou doses de chocolate.


Antes eu até gostava de me envolver com essas datas, mas de uns 5 anos para cá... Gosto de sentar com elas, mostrar a Bíblia, algumas coisas que imprimo da internet e conversar/explicando, todos os anos, o significado. Rezo com elas de noite. Rezo às vezes antes das refeições com elas.


Agora como fazê-las entender o significado com a sociedade em que vivemos?


Lembro que aprendi uma boa tática para a criança entender como funciona o poder de uma propaganda. Determinado dia, depois de passar a propaganda, você pega diversos objetos e brinca com suas crias de filmar a propaganda que eles estão estrelando para vc. Claro que ensina primeiro como faz, para ela entender que a criança sortuda da TV é somente um ator contratado e não uma criança conversando com ela! Elas adoram se ver e o ibope, para mim, está sendo garantido.


Fomos ao EXTRA ontem e passamos pelo tal corredor... não lembro de ter tido qualquer pavor por elas e elas sequer comentaram a existência daquilo. Quando começam essas épocas e a TV lota de propagandas eu sempre converso com elas no sentido de que o dono da fábrica daquele brinquedo vai ficar com o nosso dinheiro e tal quantia daria para fazer tal coisa.


Em Jijoca, nas férias, elas ficaram com o dinheiro. Na Lagoa o sorvete era 8 reais e na frente de casa, na sorveteria, era 0,70 a mesma quantidade. Elas aprenderam com uma rapidez que eu até assustei. Foi só um sorvete na Lagoa em 15 dias!!! Elas esperavam o dia todo para somente à noite, após o banho, irmos à sorveteria!


Respeito a todos que acreditam nas datas e têm fé no dia em si e na importância de dar coisas para os outros nesse dia específico, mas eu hoje sinto que existem coisas mais importantes para sentir e viver.


Fernanda Lohn

Blablabla da mãe Joana....

Eu e o Gu viemos de familias católicas não praticantes.

Somos batizados.

Batizamos nossos filhos.

Mas não temos como rotina ir a igreja, ler a bíblia, nem passar ensinamentos religiosos para nossos pequenos...


Respeito quem faz isso, sejam católicos, evangélicos, judeus, espiritas, protestantes, pagãos, budistas ou qualquer outra religião que busque uma explicação para as perguntas "de onde viemos, porque estamos aqui, qual a nossa missao, e etc...."


Particularmente, tenho como MINHA RELIGIÃO, praticar o bem... E faço isso de coração, de preferencia com as pessoas próximas a mim...


Não escolho fazer o bem com base em classe social, cor, idade nem qualquer outra divisão baseada num pre-julgamento ou num pre-conceito que nossa sociedade esta habituada a usar pra separar "pessoas" em "grupos".


Faço o bem, pra quem precisa!

Dou roupa a quem não tem o que vestir, comida a quem não tem o que comer, atenção e palavras pra quem não sabe por onde comecar a dar a volta por cima...


Esse "blablabla" inicial serviu somente como introdução ao texto sobre o tema da semana... Afinal, vocês precisam me conhecer melhor, pra entender o porque no caso do natal e da pascoa, não tenho nenhuma posição forte sobre o assunto!!!


Não cultivo, nem destruo essas figuras mitologicas que meu filho, hoje com 4 anos, ainda acredita... deixo ele seguir com base no que o grupo que ele esta inserido, prega...


Não quero ele na escolinha dizendo pros amiginhos "minha mãe disse que papai noel não existe" ou "coelho não poe ovo de chocolate, é meu pai que compra no supermercado..."


Procuro respeitar, a forma como os outros lidam com essas datas, e acho que isso é o principal!!! Sei muito bem o significado da páscoa e do natal, dentro do catolicismo.... e sei tambem o significado delas na sociedade consumista CHEIA de datas comemorativas COMERCIAIS que nos vivemos....


Tento ter parcimônia... não entupir meu filho de ovos de chocolate nem de presentes caros no natal... mas isso, mais pelos VALORES que estou tentando ensinar do que pelo VALOR ($$$) das coisas em si!!!


Vou tentar buscar informacoes sobre as datas pra postar aqui textos com base cientifica e religiosa, eh sempre bom a gente conhecer e pesquisar culturas e religoes pra poder defender o que acreditamos ne?


Uma breve restrospectiva em fotos, da pascoa e do natal, desde que somos "UMA FAMILIA"!!!

NATAL DE 2006 João nasceu 1 semana antes....e junto com ele, nasceu uma mãe, um pai, algumas avós e a nossa familia!


NATAL de 2007 - motorizado com a tia bruna! mas sem "papai noel"


NATAL DE 2008 - Continua a paixao por carrinhos com a Tia EvelynTambem, sem "papai noel"


PASCOA de 2009 - Fantasiado de coelho, procurando os ovinhos escondidos no jardim!!!


NATAL de 2009 - "Papai Noel" finalmente deu as caras!!! Obrigada Dindo Julinho!!! Felipe a caminho na minha barriga


PASCOA 2010 - Quem trouxe os ovos não foi o coelhinho... e sim o IRMÃOZINHO


NATAL de 2010 - Entrando na fase do DSi... "papai noel" é AMIGÃO do Vovô Jorge... sabe? rsss


em 2011 voltaremos pro COELHINHO!!! afinal, Felipe tem que procurar os ovinhos no jardim tambem ne???


Beijossss Jô


segunda-feira, 28 de março de 2011

Tema da Semana: Coelho da Páscoa Existe?!

Olá queridas mamães,

Esta semana ao chegar ao supermercado, me deparei com um céu de ovos de Páscoa sobre minha cabeça... levei um susto!! Acabo de me despedir do Papai Noel e já vou dar as boas vindas ao coelho da Páscoa! Como assim??

É... o tempo está passando rápido mesmo!

E numa dessas as crianças estão crescendo e a cada dia acreditando menos nesse tipo de personagem, isto é, se acreditam.

Como vocês lidam com isso?

Na casa de vocês Papai Noel e Coelhinho da Páscoa existem?

E a real importância desses feriados é lembrada por vocês e repassada a eles?

O Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, assim como o marketing e o consumismo pregam, andam substituindo a imagem e a história de Jesus para seus filhos?

Hummm... acho que esse Tema vai ser bem polêmico! Numa dessas me deu uma vontadizinha de comer chocolate... acho que vou aproveitar e pedir ao Coelho da Páscoa para trazer dentro do meu Ovo uma semana num Resort, afinal, tenho sido uma boa menina! Ah, e de preferência numa praia bem linda do Nordeste!! Rsrs...

E aí, vamos papear?


Beijo enorme e uma excelente semana a todas,

domingo, 27 de março de 2011

MÃE RENATA BARROSO

Olá Mães e companheiras de blog!! Peço sua licença, vou me apresentar! Meu nome é Renata, tenho 36 anos e sou engenheira . E desde os 32, sou mãe! Sou a mãe do Tomás, de 4 anos, e do Leonardo, de 7 meses. Fo-fu-ras da minha vida! Sou casada há 5 anos com o André, também engenheiro, amor da minha vida, companheiro de terra e ar.

Sou capricorniana e no zodíaco chinês, sou tigre. Hummm, sim, tenho algumas características do tigre, não tenho como negar...um pouco arredia, desconfiada, observadora...forte, vigorosa, persistente...caso é que os tigres não gostam de muito papo, já eu aqui...valei-me!! Adoro!

Para dizer um pouco mais de mim, vou fazer assim, ó:

O que me deixa desanimada: pessoas com a síndrome de Gabriela...”eu nasci assim, eu cresci, vou ser sempre assim, Gabrieeeela”....credo, todo mundo vem milho para essa vida, temos que virar pipoca.

O que não aceito: vitimização e drama. Sou muito prática para isso...rsrsrs...a engenharia e a maternidade me deixaram assim...rsrsrs

O que me deixa animada: quase todo o resto não mencionado nos 2 itens acima...rsrsrs

Meus medos: de não ter saúde para criar meus filhos e de mãe neurótica...kakaka...eu corro delas!

Minha maior apreensão em relação aos meus filhos: que eles não tenham interesse pelo saber

Uma cor: vermelho!

Onde evolui: Deixei de ser tão arredia, sou mais feminina hoje do que há 10 anos atrás, aprendi a ser bem desprendida. Não imponho muitas condições para estar bem e a imperfeição da vida não é justificativa para ficar aborrecida.

Ainda preciso chegar lá...não surtar quando meu filho mais velho chora à toa ...que vergonha...rsrs...ser cada vez mais desprendida e focar naquilo que realmente importa na vida.

Quando passei uma temporada de 2 anos em Hong Kong, muitos me perguntavam:” mas você não morria de saudade da comida do Brasil?”...foi quando percebi que nem tinha pensado tanto nisso. Claro que senti falta do café, do suco de caju e da nossa carne, pão de queijo... Mas eu tinha uma decisão a tomar: ou ficar lamentando tudo aquilo que queria comer e não poderia ou me abrir para o novo e experimentar a fascinante culinária oriental. Agradeço a Deus de não ter ficado com a primeira opção.

Desafio: manter a mente sempre aberta, sempre. Aprendi que podemos ensinar os nossos neurônios a percorrer caminhos diferentes e que isso requer esforço. Tenho fé que isso vai ajudar na criação dos meus filhos.

Para finalizar, não posso deixar de dizer que essa jornada louca da maternidade é a transformação mais poderosa na minha vida A capacidade de amar nessa intensidade deu uma nova luz e sentido à existência. A maternidade é uma abordagem única na vida que Deus nos concedeu, é o maior amor do mundo dos humanos. Deve ser por isso que dá tanto trabalho...rsrsrs...é essa força que nos nivela e que nos une aqui nesse blog.

Meninas, força e vigor para nós!

Um abraço, fiquem com Deus.

Mãe Renata!

Olá Meninas!! Depois de muuuuita pressão, aqui estou, me apresentando!! Sou a Renata, estou prestes a completar 35 anos e em uma pequena crise por conta disso!!!! Estou casada com o Márcio há 6 anos e meio e estamos juntos há 13!! Temos dois meninos: O Marcelo que faz 5 anos dia 13 de maio e o Bruno que completa 2 aninhos dia 17 de abril!! Me formei em Direito e advoguei por anos. Me especializei em gestão para o terceiro setor e fui trabalhar numa ONG! Engravidei do Marcelo e parei de trabalhar!! Quando ele tinha 1 aninho eu decidi que precisava voltar e voltei pro terceiro setor, feliz da vida apesar de, no início, ficar com o coração apertadinho por deixar meu pequeno em casa! Aí engravidei do Bruno e parei de novo! E como com o segundo tudo é mais tranquilo, eu logo estava querendo trabalhar de novo. Um trabalho flexível, que me desse prazer e ao mesmo tempo me permitisse curtir e acompanhar o crescimento dos meus meninos bem de pertinho! Sempre gostei de fazer arte: pintar, desenhar, colar, cantar (!!), fiz bijoux, biscuit, artesanato em mdf e me virei pra aprender a mexer no photoshop quando descobri o scrapdigital! E me deliciava fazendo as coisinhas pro nascimento, batizado, aniversários dos meus pequenos!! E nada de aparecer uma proposta interessante e que valesse a pena pra eu voltar pro terceiro setor..... Aí, a Jo que já estava se tornando uma amiga muito querida, estava com o Felipe recém nascido e enlouquecida de tanto trabalho e me ofereci pra ajudar. Daí pra gente virar sócia foi um pulinho! E quase um ano depois estou FELIZ da vida me dividindo em mil pra dar conta de tudo e mais um pouco! E #vamoqvamo!!!

sábado, 26 de março de 2011

MÃE LÊ

Olá meninas! Estou achando muito legal os temas, os textos, o blog, os post's, enfim estou adorando tudo.
Como é difícil se apresentar né, falar da gente mesma, é esquisito. Mas vamos lá.

Meu nome é Alessandra, porém prefiro que me chamem de Lê, tenho 36 anos, casada há 05 anos com Islândio (Land), temos uma linda princesa Letícia (Lelê) que completou 04 aninhos em Janeiro. Ela é um encanto, carinhosa, companheira, esperta, linda, linda, linda .... ficaria horas falando dela. É a razão do nosso viver, somos apaixonadas por ela.

Eu sempre quis ter uma família, acredito que pelo fato de ter pais separados, não que eu reclame, pois minha mãe é o minha referência. Somos em 3 irmãos. Ela nos criou sozinha, nos criou independentes e graças à Deus deu tudo certo.

Eu queria muito ser mãe, mas não aconteceu. Fui noiva e quase casei. E sabe que hoje eu lembro que não era pra ser mesmo, não seria feliz, Deus sabe o que faz e acontece tudo na hora certa. O tempo foi passando e como não tinha casado ainda, já tinha avisado minha mãe, se eu não casasse até os 30 anos, iria fazer uma produção independente ou adotaria, porque queria ser MÃE. Mas como Papai do Céu não nos abandona, conheci meu esposo e olha foi no prazo exato.

Foi muito rápido, o conheci em Janeiro. Para minha alegria, ele estava no final de um relacionameto. Me apaixonei, começamos a namorar dia 27/03/2005. Em julho já estávamos morando juntos e em dezembro nos casamos. Em abril/06 estava grávida. E vivemos numa harmonia, numa paz, graças à Deus.


Essa é minha família abençoada e maravilhosa.



Sou muito amiga, confidente, chorona (porém ninguém acredita, porque não demonstro), gosto mais de ouvir do que falar, ainda vou fazer psicologia, por hobby, companheira. Quem não me conhece direito, acha que sou brava, porque sou séria. Mas não apresento perigo algum... rsss

Em casa, dou a durona, exigente, a chata, bem sargentona mesmo. Amo minha filha, mas imponho limites, educação acredito que é o básico que os filhos devam ter. E hoje colho os frutos, pois qualquer lugar que eu vou com a Lelê, ouço elogios, porque ela é comportada, obediente. Mal sabem que eu rezo uma bíblia no ouvido dela no caminho de qualquer lugar que vamos. Ela até me fala ... tá bom mamãe. Bom entendeu o recado ... tadinha.

Assim sou eu ... Eu leio todos os post's, quando consigo tempo, claro.

Beijos a todas !!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

DANI MARQUES

Eu sou a Daniela (34 anos), formada em psicologia. Capricorniana com ascendente em capricórnio. Tenho 02 filhos: Maria Fernanda de 4 anos e Pedro 1 ano e nove meses. Sou casada há 09 anos. Meu marido (Renato) e eu somos estudantes da Kabbalah e estamos tentando ser praticantes..... Ufffa tarefa trabalhosa RS!!!!


Hoje em dia, não atuo no campo da psicologia, cuido da minha Família. SOU DO LAR !!!!! Apaixonada pela minha mãe e pelo meu pai de coração, pelo Maridão e pelos filhotes. Não posso reclamar, pois esse sempre foi o meu principal plano de vida. É claro que faço outras coisas, mas eles são meu grande projeto para essa vida.








Maria com cara de Pedro!!!




Foto atualizada ..... difícil de tirar eles não param !!!!!


Falando um pouquinho do meu jeitinho: tenho maior jeito de boazinha/bobinha, todos que me conhecem até a página 1 acham que tenho muita paciência. Ledo engano, sou super ansiosa, e muitas vezes bem brava.


Talvez o que cause essa imagem mais inofensiva seja o comportamento diplomático, que mantenho em situações sociais. Sou justa com as pessoas e espero o mesmo, pelo menos daquelas que vivem comigo, brava, mas só com que me importo de verdade, porque com quem não me importo, não entro em rota de colisão para não desperdiçar energia. Só luto por causas que acredito que vão agregar se não?! Tô fora.


Nas causas que acredito, ou com pessoas que eu me importo, procuro ser assertiva (em casos de divergências), mas muitos dizem que sou dura e até agressiva. Apesar disto sei dar muito carinho e afeto. Gosto muito de auxiliar as pessoas, das mais variadas formas, me faz muito bem. Mas somente pessoas que querem ser ajudadas, pois normalmente não entro onde não sou chamada, me abro se me derem espaço.


Sei que tenho muito que aprender e tento estar aberta a aprendizagem. Ah, sou sincera, não daquela que sai falando o que pensa para todo mundo, se achando a dona da verdade. Sou quando me perguntam e com conhecimento de causa, caso contrário “finjo demência", não por omissão, é que não curto ser invasiva.


Ah, não podia deixar de mostrar o Maridão:




Nesta foto a Maria Fernanda já estava em nossos planos !!!!!! Novinha né RS!!!!!!

Queridas meninas um grande beijo, esse é um pedacinho de mim!!!!!!!! Adoro esse blog e já aprendi algumas coisas com as declarações de vocês.

Grata,

Dani Marques

quinta-feira, 24 de março de 2011

A MÃE MARIA ALICE

Oi pessoal!


Finalmente farei minha apresentação aqui no Papo de Mãe.


Já faz algum tempo que a Angela me convidou pra participar e eu aceitei na hora, mas com a tal correria e falta de tempo (que sei que já foram temas de discussão por aqui embora não tenha lido nenhuma postagem, rs) fui vendo as mensagens chegarem e fui guardando esperando uma oportunidade para ler e comentar, o que até agora não consegui, hehe.


Ainda estou completamente perdida por aqui... Depois vieram as apresentações, das quais li somente 2, a da própria Angela e a da Andreza, que pra minha surpresa é mãe do Marcelinho, coleguinha de judô do meu filho, rsrs, reconheci o menino pelas fotos e confirmei com ela na última sexta-feira, rsrs, portanto já conheço 2 participantes.


Como percebi que vai ser difícil ler tudo pra depois me apresentar, decidi fazer isso primeiro e prometo que vou tentar arranjar um tempinho pra participar, ler, comentar...


Bem, sou Maria Alice, tenho 36 anos, sou casada com o Fernando, de 41 anos e mãe do Davi, de 4 anos. Faremos 10 anos de casados dia 28/4! Sou Dentista, especialista em Prótese, me formei na PUCC em 96. Antes disso estudei minha vida toda no Colégio Notre Dame, onde meu filho estuda hoje.


Minha mãe também mora com a gente desde Maio do ano passado, está com diversos problemas de saúde, já está com 76 anos e requer muitos cuidados, ano passado esteve internada cinco vezes e neste ano já foram duas internações. Por este motivo estamos adiando o planejamento de um segundo filho, pois seria loucura...


Costumo dizer que no momento já tenho dois, um de 4 e uma de 76, rs.


Tenho trabalhado bastante, pois além do meu consultório estou trabalhando também em uma outra clínica em 3 períodos/semana, mas Abril será meu último mês nesta clínica pois não está compensando, a clínica atende a muitos convênios, é muita ralação pra pouco retorno $$, então a partir de Maio espero que minha vida esteja mais tranquila, vou ficar só no meu consultório mesmo atendendo somente pacientes particulares e Uniodonto. Com isso espero ter mais tempo com o Davi.


Meu marido trabalha no Shopping, é Gerente da Brooksfield do Iguatemi, ou seja, trabalha pra caramba, chega tarde todas noites, trabalha aos finais de semana e feriados, então não consegue ser muito presente aqui em casa. Ele é de Santa Catarina e família toda dele mora lá.


Antes do Davi perdi 2 bebês no começo da gravidez, a primeira foi uma gestação anembrionária e na segunda foi diagnosticado um aborto retido na 9ª semana. Das duas vezes precisei fazer curetagem. Depois fiz vários exames, fui a alguns médicos mas nenhum problema foi encontrado, fiz acupuntura, tomei uns fitoterápicos e criei coragem pra engravidar de novo, passei muito medo nos 3 primeiros meses mas graças a Deus, tudo correu maravilhosamente bem. Davi nasceu dia 13/11/2006 de parto normal com 49cm e 3705kg, um dia antes da DPP. É lindo, rsrs, uma criança alegre, muito esperta, enfim, a maior alegria da minha vida.


Com o tempo vamos nos conhecendo melhor, queria que soubessem que é um prazer fazer parte deste grupo e que espero que possamos trocar muita experiência, dicas e ajudar umas às outras.


Um beijo a todas,


Maria Alice

quarta-feira, 23 de março de 2011

MÃE VERINHA

Estou achando bem divertido esse nosso cantinho, adorei todas as descrições, vocês são umas figuras! Também não acho nada fácil falar de mim! Mas vou tentar...

Me chamo Vera, mas gosto de ser chamada de Verinha! Talvez com 65 anos me acostume com esse nome, mas antes disso me recuso! Aff, que nome de velha é esse???!

Tenho 30 anos, sou casada há 5 e bem apaixonadinha pelo meu marido. Sabe aquela história de almas gêmeas? Pois é, acredito, e certamente somos! Já estamos há muito tempo juntos, e planejamos tudo bem direitinho e tudo tem vindo no tempo certo, perfeito! Somos muito companheiros e mesmo com filho tentamos achar sempre um tempinho pra gente, seja numa viagem legal ou saindo pra jantar, ou mesmo vendo um filminho em casa!



Há exatos 2 anos (9 de março) somos pais do Rafa, filhotinho muito desejado e querido! Chico sempre falou que achava um saco criança muito quieta, que fica num cantinho desenhando. Pois é, Deus atendeu suas preces e mandou um bem espoletinha!!! Rafa, como toda criança de sua idade, está explorando o mundo e "implorando" por limites, e eu sou a durona da história! Sei elogiar e muito, mas quando tem que brigar não fujo da raia não!!! Como muitas já falaram aqui ,amar o filho não é apenas passar a mão na sua cabeça, é também demonstrar desde pequenininho o que é certo e o que é errado para não criarmos pequenos tiranos.


Sou aquela conhecida no blog como D. Culpa (rsrs), sou advogada, tive que voltar a trabalhar desde o 3 meses dele e ainda estou aprendendo a conviver com esse sentimento de querer estar perto do filho e ao mesmo tempo cumprir com minhas responsabilidades como profissional. Não é nada fácil. Confesso que já dei uma boa melhorada do texto pra cá, tomei uma resolução e consegui mais um tempo pra ficar com o Rafa. Apesar de todas as culpas, me considero muito boa mãe, como não tenho quantidade durante a semana, transformo nossos momentos em pura qualidade, então sempre que estamos juntos é tudo muito intenso e vivo exclusivamente aquele momento!


Sou a caçula de uma família de 5 filhos! Mesmo pai e mesma mãe, pois é não tinha televisão na época! rsrsrs
Minha mãe e meu pai fizerem um excelente trabalho e eu amo ter essa família enorme, é bem Brothers and sisters mesmo: porradaria, escândalos, companheirismo e muito, muito amor. Qualquer simples almoço no sábado se torna uma festa!!! Não existe fazer um "petit comite", ou você chama geral ou não faz nada!!! No presente momento minha mãe está com 12 netos! E a família é coelho mesmo, não esqueça de tomar a pílula, senão... rsrsrs
Rafa está no colo da vovó!


Moro a 5 min da minha mãe e 5 min da minha sogra, tenho muito a ajuda delas!!! Muito bom ver meu filhotinho crescendo perto de tanto amor!
Como todas as mamães aqui, sou completamente apaixonada pelo filhote e agradeço muito a Deus por ter colocado uma criaturinha tão iluminada na minha vida!



Excelente mantermos esse contato aqui, e dividirmos as aflições e alegrias dessa maravilhosa montanha russa que é ser mãe!

Beijos em todas!!!

Verinha