sexta-feira, 4 de julho de 2008

Meus partos - por Bel

Bom, tive experiências diferentes com partos e posso falar um pouco sobre cada um.

O primeiro, aos 21 anos, teve dois alarmes falsos, mas que atribuo mais à ansiedade de mãe de primeira viagem do que outra coisa. No comecinho da gravidez eu tinha medo, pensava: “Ai meu Deus, agora não tem volta, o bebê já está aqui dentro, crescendo, e vai ter de sair de algum modo!” Depois, a gente vai se envolvendo tanto, que a coisa que eu mais queria, nas 3 vezes, era ver o bebê, pegar, aconchegar, até esquecia o medo do parto.

No dia em que a Caru nasceu, internei ao meio-dia e fiquei até às 18h00 em trabalho de parto, com dores controláveis e dilatação a conta-gotas. Às 18h00 o médico resolveu induzir, estourou a bolsa e aplicou o "delicioso" soro da indução. Aí doeu pra valer, mas fiquei lá, sem dar um pio, só ouvindo a mulherada nas outras salas de trabalho de parto aos berros. Finalmente, às 22h30 ela nasceu com auxílio de fórceps. Minha recuperação foi rápida, emagreci rápido, tudo ótimo.

O segundo, 34 anos, a bolsa estourou em casa, 2 dias antes da data prevista. Já comecei a ter muita dor. A dilatação foi muito rápida e, entre a bolsa estourar e o Thomas nascer foram 4 horas. Tive muita dor no trabalho de parto, mas foi rápido e fácil. Recuperei também bem depressa.

O terceiro estava tudo certo para parto normal. Inclusive havia uma equipe da revista Crescer de plantão, pois eu havia concordado em fotografar meu parto para publicar. Acordei (no dia do meu aniversário) com contrações fortes. Já estava de 41 semanas. Acionei a equipe da revista e fui pra maternidade. Mas o Alessandro era enorme e a dilatação estava muito devagar. A médica estourou a bolsa e percebeu que o bebê estava em sofrimento. Aí foi aquela correria para a cesárea. Deu tudo certo, ele nasceu super bem. A revista dançou e eu, que sempre fui super contra cesárea, descobri que não foi tão ruim. Aliás, foi ótimo, porque o Alessandro estava com o cordão enrolado no pescoço e, no parto normal, poderíamos ter tido outros problemas.

A recuperação, que tanta gente dizia ser muito difícil na cesárea, pra mim foi tranqüila, quase não tive dor nos pontos, nem dor nenhuma. Só demorei mais a emagrecer, mas aí tinha o fator da idade e o fato de eu ter engordado muito mais também.

Mas ainda prefiro o parto normal. Acho melhor pra mãe e pra criança. É mais natural, mais intuitivo, respeita mais a ordem natural das coisas. Claro, em situações extremas a cesárea é ótima, nem tenho do que reclamar. No momento do parto, eu pelo menos, penso 100% no bebê e esqueço de mim totalmente, então, o que for melhor pro bebê ta valendo.

Bjks

Bel

3 comentários:

FLohn disse...

Oie colega,

Adorei sua descrição. Adorei saber que vc teve as duas experiências e que ainda assim gosta do parto normal.
Ainda quero mais filhos e não estou imune à cesarea, mas lutarei com todas as minhas forças para a naturalidade.
Juro por Deus que quando falo no parto na mesma hora eu tenho vontade de começar tudo de novo! Eu podia ser verdadeiramente uma barriga de aluguel!!!! Já até disse para minha médica!
Beijusssss

Bia disse...

Só da palavra "parto" estar no plural, já é guerreira.
Ainda mais tendo os dois no currículo...rs

Bom que vc tem é história pra contar, sabe exatamente o que é cada um e o melhor, tem 3 beldades em casa !
Bjs

Caru disse...

Parto normal ou não, os filhos são lindos e fortes, né mãe? hahaha...