segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tempo é PRIORIDADE!

Eu sou bem realista, e acho que TEMPO é uma questão de PRIORIDADE!!!

Quando "não temos tempo" pra alguma coisa, isso simplesmente significa, que essa coisa não faz parte das nossas prioridades daquele momento!

Natural, que no meio de tantos papéis que temos que exercer, alguns sejam deixados de lado por curtos ou longos periodos.... Não dá pra ser "tudo ao mesmo tempo agora", nem "a melhor" - mãe, esposa, mulher, profissional, dona de casa, amiga, filha, neta - de todos os tempos!!!

Esse tipo de expectativa, gera somente frustração!!! Ficamos ansiosas pra atender todos da melhor forma, e passamos mais tempo angustiadas do que nos entregando de verdade ao que importa!!!

Nossa vida é feita de ciclos.... de momentos.... e o mais importante eh respeitarmos o nosso tempo e a nossa vontade!!!

Eu faço o meu melhor... mas não me deixo paralisar quando as coisas não saem exatamente como eu espero que sejam... Sou uma mãe presente, levo e busco em atividades extras, na escola, e etc... Participo de alguns almoços, dou alguns banhos, mas não sou a UNICA que faz isso. Divido essas responsabilidades com meu marido, com a babá, com a minha sogra, com a minha "amiga-socia-cumplice-não-vivo-mais-sem".... De forma que meus filhos não se sintam abandonados.... e ao mesmo tempo, se sintam amados, e seguros de estarem sendo cuidados por estas pessoas que confio cegamente e que certamente também estão fazendo o melhor que podem!

Assim não fica pesado pra ninguem, e sobra um pouquinho mais de tempo pras outras prioridades da minha lista!!!

Essa minha lista varia na mesma frequencia que eu mudo a calcinha! rss

Por vezes eh:
1 - filhos
2 - marido
3 - emagrecer
4 - trabalhar
5 - ir ao rio visitar minhas avos

E no dia seguinte, ela pode ser
1 - trabalhar
2 - filhos
3 - me divertir
4 - dar banho nos cachorros
5 - chamar o jardineiro

rssss

Serio!!! parece loucura, mas eh assim que eu "funciono"!!!

Ser mãe, esta sempre em primeiro ou segundo lugar, no maximo!!! Porque eu sei o quanto eh importante pra formação deles, que alem de ser presente e comprometida, que se sintam amados incondicionalmente e ao mesmo tempo aprendam os limites e valores que vão ajudar a torna-los adultos seguros e bem resolvidos (melhores do que eu, provavelmente!!!) rsss

É a forma ideal? nao sei....
mas é o melhor que eu consigo fazer hoje!!!

E só de pensar assim, já me sinto menos pressionada... e com MUITO MAIS TEMPO pra curtir cada coisa "ao seu tempo"....

Beijos pra todas!
Jo

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tema da Semana: Falta de Tempo

Olá mamães queridas,

Nesta semana falaremos sobre a falta de tempo.

Toda vez que penso em tempo me dá um cansaço...

Os tempos mudaram, sabemos! Mas cá entre nós, que carga nós mulheres pegamos não? Fala verdade, temos que ser boas em tudo hoje em dia, boa mãe, boa esposa, boa de cama, boa dona de casa, boa profissional, boa amiga, além de sempre estar linda, depilada, magra e antenada em tudo que acontece no Brasil e no mundo! Ninguém merece!

E tempo pra isso? Alguém encontra? Se sim me mandem a receita.

Qual parte de sua vida está mais carente do seu tempo hoje?

E nossos pequenos, como ficam em meio a tanta turbulência?

A correria do dia a dia vale a pena?

Deveríamos pegar mais leve?

Ai, ai... teremos tempo pra debater sobre esse assunto? rsrs...

Vamos papear meninas!

Uma excelente semana a todas.

Beijo enorme,

Utopias de uma mãe

Quando penso em atividades para crianças, logo me vem em mente às histórias de minha mãe sobre sua infância. A vejo contando sobre como era bom tomar banho no rio com suas amigas e irmãos após a escola, era assim que aprendiam a nadar. Ela conta também que tem a musculatura das pernas firmes porque andava quilômetros e mais quilômetros de bicicleta ou a pé para ir até a escola e era ótimo, pois sempre iam numa turma e no meio do caminho paravam para “roubar” frutas do sítio do vizinho (as frutas do pomar do vizinho eram sempre mais saborosas!).

Fora as brincadeiras de pega-pega, quem consegue subir mais alto nas árvores, pula corda, corrida até o rio, carrinho de rolimã, pula sela, etc, etc, etc...

Gostaria que os extras para minhas crianças fossem assim, tão divertidos, tão leves, que até mesmo as obrigações lhes soassem como divertimento, pelo menos até os 7 anos. Pura Utopia!

A Ana Clara faz Balé, começou a um ano, em dezembro foi sua primeira apresentação, a mais linda em minha opinião, pois ela fazia parte da turminha Baby e cá entre nós, independentemente da beleza de qualquer idade, Baby é Baby e eles sempre roubarão a cena em qualquer apresentação. Eu, como mãe coruja que sou, quase morri do coração quando a vi entrar no palco... meu Deus quanta emoção! Chorei, confesso!

Quero colocá-la na Natação, já está na hora de aprender a nadar, toda vez que ela entra na piscina e começa bater as perninhas e tenta mergulhar, percebo sua imensa vontade de aprender. Só me falta tempo pra conseguir conciliar mais uma atividade entre as milhares que tenho, com uma criança de 5 anos e um bebe de cinco meses.

Mas pra mim sinceramente, não existe nada mais prioritário que o bem estar e a tranqüilidade de uma infância sem estresse. Esses dias fui acordá-la para ir ao Balé e ela me respondeu com a voz mole e com os olhinhos ainda fechados: - Mamãe, hoje não, estou muiiiito cansada!

- Mas filha, você acabou de acordar!

- Mas mamãe, ainda estou com sono... muiiiiito sono...

- Ok meu anjo, pode dormir!

E ao vê-la se aconchegar prazerosamente em sua cama e voltar a dormir pensei:

Aproveite meu anjo, pois daqui a algum tempo e para o resto de sua vida, você não terá mais esse privilégio com a maioria de seus compromissos.

Beijo grande,

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu e meu marido sempre fomos adeptos da prática de exercícios e por isso incentivamos nossa filha desde pequena a se exercitar também.

Quando ela estava com dois anos (acho até que deveria ter sido antes) a matriculei na natação por ser uma atividade física recomendada para crianças por favorecer o desenvolvimento físico. Concomitante a isso, nós estávamos iniciando a construção da nossa casa cujo projeto envolvia a construção de uma piscina. Pensei: vamos unir o útil ao agradável, pois a Júlia precisa saber nadar.

Não é raro a mídia divulgar acidentes por afogamentos envolvendo crianças, muitas vezes em suas próprias residências, seja por fatalidade ou negligência. Acabo de me lembrar do caso da menina Daniela de apenas dois anos que se afogou no colégio em Brasília na semana passada....

No entanto, acredito que não são os acidentes que devam motivar nossos filhos a praticarem natação e sim, todo o benefício físico e mental que a atividade proporciona, a socialização, o contato com outras crianças e disciplina.

A escola que a Júlia freqüentou a partir dos três anos oferecia aula de capoeira e tinha convênio com uma academia de dança, no entanto, ela só veio a se interessar pelo balé e pelo jazz anos depois. Quando isso aconteceu incentivei e como ela ainda praticava natação, estava com quatro dias da semana ocupados.

Confesso que era bastante cansativo e ainda tenho minhas dúvidas se isso foi bom ou não. Tenho a impressão que ela estava sempre cansada, coitadinha!

Contudo, acho que o corpinho de cada criança responde de uma forma aos estímulos impostos à ele, portanto isso não significa que toda criança apresente uma sobrecarga física ao praticar atividade física todos os dias. Cabe aos pais observar a resposta que seu filho apresenta frente às atividades que escolheu desempenhar, de modo que não prejudique no seu desempenho escolar e principalmente na saúde.

Esta rotina se estendeu até meados do ano passado, próximo do nascimento do irmãozinho. Até duas semanas atrás Júlia não havia se interessado por nenhuma atividade, esteve sempre às voltas de mim e do irmão (acho que fazia parte do pacote de ciúme que a chegada de um novo membro na família causa).

Embora o colégio que ela já freqüenta há três anos ofereça aulas de teatro, futebol e xadrez mediante um pequeno acréscimo na mensalidade, agora que ela vem demonstrando certo interesse pelas aulas de teatro e há mais ou menos duas semanas ela resolveu fazer uma aula experimental de karatê e amou!

Mais uma vez estou incentivando e com apoio absoluto do pai (que é faixa preta em karatê) principalmente porque percebi que neste período em que a Júlia esteve sem praticar atividade física alguma, houve um ganho de peso visível e certa “preguicinha” para realizar qualquer tarefa que não fosse do interesse dela.

Confesso que senti um pouco por ela ter deixado a dança, mas tenho consciência de que não devo impor a ela aquilo que eu queria ter tido quando criança e não tive oportunidade. Estou bastante satisfeita por ela estar voltando a mexer o corpinho.

Beijos
DRI

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Extra porem essencial!

Desde sempre, penso que as atividades extra curriculares são a melhor forma de desenvolver outras habilidades e descobrir talentos menos convencionais....

Se o dia não fosse tão curto, eu com certeza colocaria meus filhos em um esporte de grupo, um esporte individual, uma luta (no caso de meninos, ou dança no caso de meninas), uma lingua estrangeira e um instrumento musical!!! rsss

Eu acho que tudo isso ajuda nossos filhos a criar a identificar a personalidade e a essencia deles!

Mas, João tem só 4 anos.... e Felipe 11 meses.... e eu não quero por nenhum dos dois sob o stress do excesso de atividades!

Então comecei colocando o João na capoeira que a escola oferece. É uma luta/dança/jogo que mexe com o lúdico, com o ritmo, com o corpo.... enfim, acho que eh uma das melhores atividades pra crianças nessa faixa etária!!!

Na sequencia, quando ele me pediu, coloquei-o no futebol!!! Porque se depender de mim ou do meu marido, nenhum de nossos filhos vai saber chutar uma bola!!! E Vamos combinar.... futebol é um jogo que une!!! E quem é "perna de pau", acaba excluido de alguns programas e grupinhos na infância e na adolescencia....

Obvio que nao temos a expectativa que ele se torne zagueiro da seleção brasileira.... mas acho que conhecer as regras, ter alguma intimidade com a bola e desenvolver o espirito de equipe é essencial!!!!

Ele adora! Alonga, Aquece, joga, faz gol, comemora.... e ainda faz um "coraçãozinho" fofo com as mãos pra dedicar o jogo pra mim (não é pra se derreter?)

A natação esta nos planos desde que ele nasceu!!! Por varios motivos, e entre eles, a questão da sobrevivencia, seja dentro de uma piscina, ou no mar!!! Como vamos pro Rio de pra Angra com frequencia, não quero meu filho com medo de água.... quero ele dominando como se fosse um peixinho, e curtindo logo o wakebord, o surf, o kitesurf e todas as variações desses esportes que são uma delicia!

Ainda estou em falta com a segunda lingua e com a musica.... mas de um jeito ou de outro ambos estão presentes em menor escala na vida deles! A escolinha que ele estuda é "bilingue" (na verdade, apenas ensinam algumas palavras em ingles)! E a Música, eu faço a minha parte!!! ponho pra ouvir de tudo no caminho entre um lugar e outro, ensino as letras, os ritmos, as coreografias.... e vamos dentro do carro igual gente louca no programa Silvio Santos de Domingo , "cantando, dançando e batendo palma em ritmo de festa"!!!

Queria separar umas fotos pra por aqui, mas.............. o hd com elas esta desconectado! depois eu volto pra ilustrar esse post!

Beijosss
Jo

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Meninas,

Falando em cursos extra curriculares, dêem uma olhadinha nesse pequeno nadador. Para descontrair um pouquinho...

Beijos,

video

Esse Tema já deu muito pano para manga aqui em casa!!

O Cris (meu marido) é super tranqüilo, acha que as crianças tem que brincar, aproveitar bastante a infância..... Entramos num consenso quanto a natação, obrigatória para as crianças, pois só traz vantagens para a saúde e o desenvolvimento!!!

Eles começaram os dois com seis meses. Moramos numa cidade muito seca e o contato com a água foi essencial, na medida em que foram crescendo, continuaram nadando, adoram! Nunca reclamam e nadam super bem.

Meus filhos já estão grandes, um com seis anos e meio e o outro com oito. O Rafael faz futebol duas vezes por semana, capoeira três vezes e natação duas vezes. Ele adora, me pediu para fazer o futebol e a capoeira, como já está bem grandinho e "escolheu" as atividades que quer fazer, eu deixei, porém, não deixo faltar, reclamar e nem se atrasar!! Se em algum momento eu achar que está demais, eu tiro uma das atividades (nunca a natação!), vale lembrar que a Rafa vale por mil e tem muita energia.

A Isabela faz natação duas vezes por semana, inglês duas vezes, Jazz , sapateado e Ballet duas vezes. Eu acho demais, mas ela me implorou e me convenceu a fazer o Jazz e o sapateado (o Cris deu um ataque!), até agora acha que um dia é Jazz e no outro sapateado e não está satisfeito.

O ano está começando agora, vamos ver se não vai ser demais, no ano passado ela fazia tudo menos o Jazz e o sapateado. Como ela está meio gordinha, eu concordei, espero que dê certo. Para ela o Ballet, o Jazz e o sapateado são uma alegria, ela ama, ela não vê como uma atividade, uma obrigação.... Mas assim como o Rafael, tem as responsabilidades, não podem faltar, reclamar, e nem se atrasar. A partir do momento em que uma dessas coisas acontecerem, é por que realmente é demais e as crianças não estão dando conta!!!!!

Outro ponto importante aqui em casa é não deixar as atividades atrapalharem a escola, que será sempre a prioridade!!! As tarefas têm de ser feitas quando chegam da escola e as notas sempre boas!!!

E seja o que Deus quiser!!!!!!!!

Bjs...

Mary

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Olá Mães!

Sobre esse assunto, gostaria de dividir com vocês a experiência que tive na Ásia.

Meu filho mais velho, o Tomás, nasceu no Brasil, mas com 3 meses nos mudamos para Hong Kong. E por lá ficamos até ele completar 2 anos e 4 meses.

Ele passou sua primeira infância com amiguinhos coreanos, irlandeses, chineses, australianos, japoneses, americanos, ingleses e por aí vai na multiculturalidade.

Os asiáticos são categóricos, levam as crianças para a escola aos 6 meses. São 2 a 3 vezes por semana, com as mães acompanhando, por 2 horas cada "aula".

Cada vez q eu via uma amiga pegando um táxi, com uma bolsa de bebê de 6 meses, com o bebê muitas vezes dormindo ou chorando, me perguntava: "gente, para que isso? Será q vale a pena?". Mas claro que não falava nada...rsrsrs

Minhas amigas européias já pensavam mais como eu, escola a partir dos 2 ou 3 anos.
Para vocês terem uma idéia de como eles são obcecados com a educação, as escolas internacionais em Hong Kong possuem lista de espera nas Maternidades. A criança mal nasce e já preenche um formulário para uma lista de espera de até 4 anos.

E as escolas fazem teste de admissão. A procura é tão grande que eles selecionam os "melhores" bebês ou crianças. Uma colega de Taiwan estava brava com seu filho de 1 ano de idade, pois ele ainda não andava. A data do teste do menino na escola estava chegando e como ela chegaria lá carregando-o no colo ou no carrinho? Ele será reprovado!
Me dava até embrulho no estômago! Sei que a vida é competitiva, mas que tal esperar um pouco mais?
Um amiguinho do Tomás, que foi reprovado nos testes em 2 escolas, estava apresentando sinais preocupantes. Nos playgroups ele não brincava mais, ficava só nos cantos, não interagia mais com outras crianças. Um menino outrora ativo e feliz!

Então, no meio disso tudo, estava lá eu, uma brasileira que pensava tão diferente. Mas é apreciando crenças tão diferentes que a gente para e pode refletir nas nossas próprias crenças.

Nem pensava nisso, mas quando o Tomás completou 10 meses, o matriculei na natação. Era na piscina do condomínio, eu não tinha que pegar metrô, ônibus ou táxi. E foi ótimo! Ele desenvolveu muito na água e desde então nunca mais parou. Hoje posso dizer q ele é um peixinho. Mas jamais o acordei de um sono para cumprir o compromisso. Acredito que essas atividades extras devam ser lúdicas para despertar a paixão.

E quando ele completou 1 ano e meio, matriculei o Tomás numa escola de artes plásticas, 2 vezes por semana, com a mamãe aqui acompanhando. Novamente, dentro do condomínio. No começo, ele ainda não se concentrava, circulava dentro de sala quase o tempo todo. Mas devagar, ele foi se interessando e adorou e adora até hoje!

Quando nós voltamos e ele entrou numa escola aqui, as teachers vieram me perguntar se ele havia feito aulas de artes ou algo parecido, pois a concentração dele nesse tipo de atividade era acima da média para sua idade.

Fiquei contente por ele, pois tudo fluiu de um forma muito natural, sem forçar nada.

Então, eu acho sim que existe valor nesse tipo de atividade, pode despertar paixão, interesse, desenvolve habilidades e ajuda construir a auto-estima.

Contudo, creio que deva ser conduzido de forma lúdica, sempre socializando com outras crianças e sem sufocá-las com compromissos e correrias. Afinal, eles precisam de tempo para brincar sozinhos e despertar suas próprias paixões.

Hoje o Tomás, que tem 4 anos, continua na natação 1 vez por semana com uma professora que é uma fofa, vai para escola mais cedo 2 vezes por semana para dar prosseguimento ao seu inglês e, ainda na escola, faz capoeira também 2 vezes por semana, por 40 minutos.

Ele tem gostado de tudo, não reclama de cansaço ou outras coisas e nós, pais, estamos bem contentes, pois ele segue feliz e contente com suas novidades!

Meu outro filho, o Leo, que completou 6 meses ontem, em breve começará suas idas à piscina, mas sem stress!

A pergunta que fica é: e se ele tivesse feito isso, porém mais tarde, os resultados seriam os mesmos?

Bem, simples, jamais vou saber. Mas fico contente dele ter aproveitado as oportunidades que teve.

Uma última opinião: conheça sempre o professor daquela determinada atividade que seu filho está atendendo com o objetivo de ver como ele conduz a aula. Um professor desmotivado e ou com orientação e formação inadequada são, na maioria dos casos, um desserviço.

Um abraço a todas!

Renata.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tema da Semana: Escola mais um Plus


Olá queridas mamães,

Adianto que esta semana foi muito produtiva com vocês, adorei!

Como o tema Escola tem muito pano pra manga, vamos lhe dar mais crédito e discutir sobre alguns itens também muito interessantes, assim fecharemos o mês do Volta às Aulas com chave de ouro.

Desta vez falaremos um pouco a respeito dos cursos extracurriculares, como: Ballet, Natação, Judô, Futebol, Inglês...

Até que ponto vale a pena matricular as crianças ainda em idade pré-escolar nesses cursos?

Vale a pena optar por escolas que já ofereçam esse tipo de serviço?

Vocês são adeptas do quanto antes melhor ou, vale a pena deixar a criança brincar ao máximo para aí sim, já maiorzinhos, começarem com os compromissos?

E aí, vamos papear?

Beijo grande no coração de todas,

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Escolhendo também se aprende

Olá meninas,

Sempre fui uma pessoa muito aberta a novidades, como típica aquariana que sou, não gosto de nada retrógrado e conservador.

Ainda na Faculdade tive contato com a Pedagogia Waldorf, fiquei encantada, ainda não tinha filhos, mas o desejo de colocá-los em um colégio com tais ideais me entusiasmava e muito.

Infelizmente na prática constatei que a teoria não funcionava muito, a Ana Clara chegou a fazer adaptação numa escola de Campinas, era tudo muito lindo, mas fora da minha realidade.

Gosto de orgânicos, sou adepta aqui em casa, mas não 100%, até mesmo porque é muito caro e é maravilhoso hoje em dia podermos ter todas as verduras e frutas sendo produzidas o ano todo, isso é fantástico!

Acredito que criança deva brincar mais e ficar menos tempo em frente à televisão e ao computador, porém não 100%, pois também existem ótimos programas de televisão e ótimos jogos de computador que estimulam e muito o aprendizado. Só é preciso ter coerência, disciplina e vigia. Bons pais sabem fazer isso.

Acredito que meus filhos devam aproveitar o máximo sua infância, não gosto da idéia de uma alfabetização precoce e da apelação ao consumismo, mas fico encantada ao ver minha filha se deliciando com a descoberta das letras, me perguntando quais são, querendo aprender a escrever seu nome, o meu, do pai, do irmão, eu te amo...

Na vida tento sempre encontrar o meio termo, o equilíbrio, a pré-escola escolhida por mim e meu marido para a Ana Clara nos passou isso, queríamos uma extensão de nossa casa, um lugar aconchegante, com uma boa área verde, profissionais carinhosos e capacitados, uma cozinha onde fosse feito o lanche do dia a dia, um lugar onde se conhecesse e se respeitasse desde o dono até a faxineira sem preconceitos. Enfim, um lugar onde ela pudesse brincar! Estamos felizes com a escolha e a Ana Clara também.

Hoje sei que não existe a escola perfeita, e olhando para trás, percebo que aprendi que o melhor pra minha filha é que ela tenha uma base sólida dentro de casa, tenha bons exemplos, saiba respeitar as pessoas, seja amada, protegida, que tenha limites, saiba quem manda, mas que também seja ouvida e respeitada, que ela perceba sempre através de nós seus pais que, podemos errar, mas que não é isso que importa, o que importa de verdade é aprendermos com nossos erros e recomeçarmos sempre, sem julgamentos, pois o que é bom pra mim pode não ser bom para o outro e o mais importante é não desistirmos nunca! Desta forma, independentemente da escola onde ela irá estudar, seu caráter estará formado, e no meio de muitos ela poderá fazer a diferença, sempre para o bem.

Por fim, para o ano que vem também aprendi que, escola tem que ser perto de casa, ainda mais quando se tem dois filhos... rsrs...

Beijo a todas,

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Alguns já me conhecem, mas vou me apresentar rapidinho. Sou Fernanda Lohn e tenho duas lindas e maravilhosas filhas, Catarina de 6 anos e Cecília de 4 anos.

Aproveitei 8 anos de casamento para então me sentir segura e confiante para engravidar.
Ao ter que voltar ao trabalho começou a dura batalha sobre o melhor a fazer com a minha pequena. Eu, Maria vai com as outras, achei que deveria ter uma babá em casa. Assim, meu bebê ficaria mais em casa, o que eu (idiota) achava que seria melhor.

Tive pelo menos umas 30 experiências com esses seres que não sabem fazer nada e acham que podem ser babás e desisti completamente da idéia de ter uma dentro da minha casa.

Comecei a procurar creches. Como meu horário no trabalho não é regular e nem comum fui obrigada a procurar as particulares. A primeira que fui colocava as crianças a tarde toda na frente da TV e dava biscoito recheado de lanche. Quase infartei. A segunda tinha uma quadra para prática de esportes e lazer que media não mais que 6 a 8 metros quadrados. Quase entrei em crise de pânico. Até que encontrei a creche do Senado.

Mesmo assim tinha a sensação de que estava deixando minha filhota no depósito de crianças.

Fui várias vezes lá para sentir como os bebês se sentiam e se comportavam. Tem pediatria com uma pediatra e 3 enfermeiras. Tem uma nutricionista que vai até a CEASA todos os dias para comprar as frutas e verduras fresquinhas, além de preparar cardápios variados e diferenciados.

Tem uma psicóloga de plantão todos os dias. Todas as salas têm em média 15 alunos e 3 professoras com 2 ajudantes que se revezam. A entrada é 07h30 e a saída é 19h30 com plantão até 21hr caso aconteça algum imprevisto. As crianças lancham, almoçam, dormem, lancham, jantam, tomam 2 banhos por dia. Têm as aulas normais e ainda música, inglês e natação. Há também uma agenda onde as tias anotam quantos xixis, cocôs, o que comeram, o que recusaram comer e outras intercorrências.

Depois veio a Cecília que foi para a mesma creche.

Neste ano ocorreu uma reviravolta, Catarina fez 6 anos e teve que mudar de colégio para ir para o 1º ano. Nem precisamos procurar muito. Descartei logo de cara todos os colégios que formam patricinhas, aqueles que exigem demais das crianças (ora! eles ainda são crianças!) e encontramos um colégio muito parecido com a creche. Período integral, entra 07h30 e sai 18h30, lancha e almoça no colégio, toma banho. Além da aula no período da manhã, depois do almoço tem o descanso, depois é hora de fazer as tarefas, lancham novamente e durante a semana há o revezamento dos esportes (natação, balet e yoga). Nas sextas-feira é o dia da cantina, onde eles têm uma cota de 3 reais para comprar besteirinhas.

Hoje Catarina está feliz e contente, Cecília está feliz e contente e eu mais que feliz, estou tranquila.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Antes mesmo do Felipe nascer, eu e meu marido já conversávamos sobre creches e educação. Dividimos a mesma opinião sobre deixar crianças aos cuidados de babás, e desde o início nossa opção foi pela creche.

Passei a procurar informações e opiniões sobre creches públicas, porque infelizmente pagar uma creche particular neste momento ficaria muito apertado dentro do nosso orçamento. Me indicaram 2 delas: a creche modelo da Prefeitura que fica perto do Condomínio Rio 2 (super bonitinha, limpinha, acolhedora...todas as vezes que passo por lá vejo crianças e tias felizes brincando no pátio); e a creche que fica dentro do Condomínio Mandala.

Quando abriram as inscrições para o sorteio (sim, as crianças precisam ser sorteadas para poder estudar), fui em ambas unidades e preenchi os formulários. Teoricamente, o sorteio seria na semana seguinte, mas foi adiado por quase duas semanas. Eu e meu marido ficamos desesperados, porque ambos precisamos trabalhar e não tinhamos com quem deixar nosso guri.

A solução foi nos mudarmos para a casa da minha sogra. Ficamos quase 3 semanas na casa dela tentando resolver estas coisas e esperando o sorteio.

Ele acabou sendo sorteado para a creche do Mandala. Não era nossa primeira opção, mas como não fomos sorteados na outra e sabemos que a procura é muito grande ficamos felizes assim mesmo.

Ai começaram os erros. No dia da matrícula fui até a escola com toda a documentação. Na hora de me passar as informações da creche a diretora me informa: -"Nosso horário, normalmente, é de 07:30 as 17:30, só que estamos com uma funcionária a menos e estamos encerrando as 16:30". Opa, peraí...como assim??? Preciso trabalhar até as 17:30, como vou fazer???

Enfim...perguntei qual era a previsão para resolverem esse problema e a resposta dela foi: -"Só Jesus sabe".

Fui entrevistada muito superficialmente por uma funcionária da creche...ela perguntou sobre minha gestação, alguns hábitos do Felipe, fez umas anotações e ponto final...Saí de lá super decepcionada, mas confiante que ia conseguir me virar. Qualquer coisa, ia ter que buscar o moleque mais cedo e trazê-lo para o escritório até a hora de ir embora.

Segunda-feira (14/02) começaria a tal da "Semana da Adaptação". O horário seria de 08:30 às 10:30. Como não podia faltar ao trabalho, pedi que minha cunhada (que é a dinda dele) fosse e fizesse a adaptação. Ela chegou lá com ele e descobriu que a turma dele, Berçário 1, teriam 20 crianças e apenas 3 "tias". Isso já é uma coisa surreal...como 3 pessoas conseguem cuidar e dar atenção a 20 crianças, sendo que algumas (como era o caso do meu filho) são bebês??? Minha cunhada me ligou pra contar isso, e pelo tom da voz dela pude perceber que ela estava muito preocupada. Mas o pior ainda estava por vir...

Em uma das ligações, a Sabrina (a dinda) me disse que estava tudo bem com o guri, mas que ela e as outras mães haviam sido colocadas pra fora do portão da escola e estavam todas em pé no sol esperando informações sobre as crianças. Disse que ia aguardar porque alguém viria para conversar sobre a alimentação. Surpresa a nossa que ninguém veio conversar sobre absolutamente nada...chegaram com meu filho nos braços e disseram: -"Ele comeu tudinho". Como assim comeu tudinho??? Comeu tudinho o que, minha filha??? Quem autorizou??? A resposta: -"Não sei...vai ali na diretoria e pergunta."

Chegando na diretoria ela descobriu que socaram arroz, feijão, purê de batatas e PEIXE pra dentro do moleque. Sendo que na entrevista superficial que fizeram comigo, deixei bem claro que ele ainda não comia feijão e que a pediatra só liberou carne vermelha...nada de frango ou peixe.

Alimentos do mar são extremamente alergênicos para bebês...tem pediatra que só libera depois do primeiro ano de vida. Ele tem 7 meses. Mamou exclusivamente no peito até os 6 meses e há 1 mês e pouquinho começou a comer papinhas...ai chega alguém sem noção e faz uma coisa destas??? Pior ainda que o peixe é o fato que dão leite de caixinha para as crianças.

Consegue imaginar um bebê que mama 6 meses no peito, depois passa para o Nan 1, Nan 2 e ai vem uma pessoa e dá leite de caixinha??? Diarréia na certa né...e quando a Sabrina foi questionar isso com a responsável a resposta foi tão grosseira e sem cabimento que jurei que meu bebê jamais colocaria os pés dele novamente naquele lugar. Ela virou pra minha cunhada e disse: -"Nunca vi nenhuma criança morrer porque tomou leite de caixinha". E com relação a dar peixe e feijão para um bebê de 7 meses ela falou: -"Esse cardápio é elaborado pelo Instituto de Nutrição Anne Dias, se quiser é isso que tem pra comer, se não quiser não come".

Fiquei extremamente decepcionada. Primeiro como Nutricionista...já visitei o Instituto Anne Dias e já sabia que aquilo lá não funcionava direito. Agora tenho certeza!!! Não é possível que uma nutricionista não elabore cardápios de acordo com a idade das crianças. Um bebê de 7 meses não pode comer a mesma coisa que uma criança de 1 ano e meio. E segundo com o país. É muito triste morar em um lugar onde a educação é tratada desta forma. Fico revoltada de pagar uma quantidade absurda de impostos e ter esse tipo de tratamento.

Nada aqui funciona. Você precisa ter plano de saúde se não morre na fila do SUS, precisa pagar colégio particular pro seu filho ser bem educado...tá tudo errado.

Conclusão disso tudo: coloquei meu bebê em uma creche particular. Vou ficar mega apertada de grana durante um tempo, mas vai valer a pena. Prefeitura nunca mais!!!

Ajudem a divulgar essas coisas, porque senão esse país jamais vai pra frente!!!
Aí vamos nós encarar mais uma etapa do SER Mãe!!!!!! Amo muito tudo isso......

Parece piegas, mas a educação para mim é a maior herança que podemos deixar a nossos filhos. Por isso quando me decidi (em que escola colocaria Maria Fernanda), pensei no conteúdo pedagógico. Gosto do Construtivismo, mas não daquele aplicado de maneira ortodoxa. Quero deixar claro que não estou falando de escolas “colcha de retalhos”, aquelas que quando perguntamos a metodologia dizem: - Ah, de tudo um pouco! Dessas eu fujo !!!!!

Estou falando destas escolas Construtivistas que não pararam no tempo, tiveram seus “mentores” (Piaget e Vygotsky), que são a gênese da metodologia, mas que conseguem contextualizar a teoria para o nosso mundo, no qual os estímulos são outros, os pais diferentes enfim, o mundo é cíclico e dinâmico.

Bom, outro fator importante para mim é que a escola seja uma extensão da minha casa, tem que haver coerência, a escola para mim não está no topo da pirâmide da educação. Acho que nós pais estamos no topo e a escola é uma grande auxiliadora, uma espécie de consultora, pois ela tem especialistas, muitas vezes estes têm mais experiência que a gente em determinados assuntos e podem nos auxiliar, mas insisto, dentro daquilo que nós pais/família acreditamos.

Para encerrar, embora ache que esse assunto ainda tem muito “pano para manga”, é legal pensar que cada um é um, temos perfis diferentes. Então muitas vezes uma escola pode ser super legal para uma criança, e não ser para outra.

Dani Marques

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Minha busca por uma escola para a Júlia teve início um pouco antes de ela completar três anos de idade, pois constatei a necessidade que ela tinha de conviver com outras crianças, de aprender a dividir e se socializar.

Embora eu sempre tenha tido uma tendência a optar pelo método tradicional de ensino quando chegou a hora de escolher um colégio para a Júlia reuni os requisitos que julguei importante considerar e saí visitando as instituições de ensino da cidade que utilizavam o método Tradicional e o Construtivista.

Considerei espaço físico, área de lazer disponível, parquinho, área verde, método de ensino, localização, segurança, número de alunos por sala e profissionais disponíveis. No entanto, o que muito favoreceu a escolha do colégio foi a atitude da própria Júlia. Em todas as escolas que visitei ela foi comigo e ao mesmo tempo em que observei as crianças que ali estudavam, também fiquei de olho no seu comportamento.

Teve uma delas em especial que despertou na Júlia um interesse de imediato. Na primeira visita que fizemos ela já foi logo se sentindo parte do ambiente.

Desta forma, considerando também a escolha da Júlia, optamos pelo método tradicional de uma escola que também foi bastante recomendada na nossa cidade.

Passados alguns anos de escolaridade da Júlia sinto-me satisfeita e porque não dizer até aliviada, pois parece que a nossa decisão foi sim a mais acertada para ela e embora tenha sido uma fase de incertezas, porém prazerosa, sinto que com o segundo filho será bem mais fácil. Mas isso ainda vai levar alguns aninhos...

Beijos,

Dri
Olá a todas!

O tema da semana é um infinito debate que pontua horas e mais horas de conversas entre as mães.

Sei que precisamos ponderar todos os valores e aspectos pedagógicos e de conteúdo das escolas, mas devemos deixar nossa poderosa intuição fazer valer sua voz também. Com um peso superior ao que geralmente gostamos de dar.

Nós somente testamos uma escola quando temos convívio com ela. Quase toda opinião sem antes você ter seu filho matriculado lá e ter vivido sua própria experiência é vã.
Digo isso pois, como vocês, ouço histórias lindas e bizarras sobre várias escolas e torna-se impossível obter alguma conclusão razoável.

Sempre que me pego pesando onde meus filhos irão estudar após a pré-escola, lembro-me de que estudei numa boa escola, mas que certamente não estava na lista dos TOP 10 ou 50 no Estado onde vivi.
E tanto eu quanto meus irmãos fomos e somos muito bem sucedidos em nossas profissões, com ética e cidadania, com boa bagagem de conteúdo e felizes recordações dessa época.

Creio que precisamos ser mais práticas, elencar poucas para visitar, escolher o estilo de ensino, ponderar distância, investimento financeiro, deixar a intuição nos guiar e decidir. E rápido!! Antes que alguém venha te contaminar com histórias mirabolantes e escabrosas...rsrsrsr...
Afinal, isso não é uma ciência de foguete, não precisamos ir até a NASA fazer curso para escolher escola para nossa prole, não é verdade?

Forte abraço em todas e boa sorte para nós!

Renata.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

So far, so good!


Olá,

Também sou nova no pedaço, sempre fui fã do blog e agora como mãe, vou dividir um pouquinho das minhas experiências com vocês! :)

Eu e meu marido estudamos a vida toda no mesmo colégio com o método tradicional e temos a pretensão de colocar nosso filhote Rafa lá. Assim, na hora de buscarmos uma escolinha pra ele utilizamos inicialmente 2 critérios: proximidade com nossa casa e ser tradicional para seguir a mesma linha da futura escola!

Antes mesmo de voltar da minha curtíssima licença maternidade (só 3 meses – tema pra outro post, rsrsrs) entrei em contato com as escolas próximas para agendar visita e qual não foi a minha surpresa ao verificar que todas eram construtivistas!

Bom, como não sou radical em nenhuma opinião e estou sempre aberta a todas as possibilidades carreguei minha melhor amiga, madrinha do Rafa e psicóloga infantil (uma beleza, não?) para as visitas. Conheci os ambientes, as propostas, os preços, os cuidados e etc. Depois, com uma opinião já formada, mas sem estar anunciada, fiz uma nova visita com meu marido que por sorte teve a mesma opinião. Observação: É tão bom ter a mesma opinião do marido! Quanto menos discórdia na criação e cuidados com o filho melhor! Vejo tanto casal se degladiando....

Como gostei bastante do que me foi apresentado, desisti da idéia do método tradicional, neste momento. Conversei com algumas pessoas e chegamos a conclusão que nada nos impede de colocar nosso filho futuramente no colégio tradicional se realmente quisermos, afinal o que importa agora é que ele se desenvolva brincando, da maneira mais lúdica possível, independentemente do método. Então resolvi simplificar a vida e nem fui buscar escolhinhas tradicionais mais distantes.

Na hora de escolher entre as 3 construtivistas o que contou foi sem sombra de dúvida a empatia. Quando entrei na escolinha, na hora vi cenas do meu filho brincando lá, coisa que estranhamente não aconteceu nas outras. No final das contas, tudo ficou perfeito porque além de ter sido a preferida pela a empatia, era a mais próxima da nossa casa (a babá o leva em 10 min de carrinho), temos ótimas referências de sobrinhos e no final, no momento da matrícula ainda descobrimos um desconto para parentes de militares de 15%!!! Com tal desconto, fica mais barato do que todas as outras opções. Ora, realmente era pra ser essa!!!

Apesar de eu ter visitado e optado lá trás, essa semana é a segunda semana dele lá. Optamos por deixá-lo com babá (outro tema) e agora com 1 ano e 10 meses, achamos que realmente estava na hora dele começar. A adaptação tem sido super tranqüila, fica sozinho e dá tchau desde o segundo dia. Eu, ainda não tenho parâmetros pra saber se fizemos a melhor opção, mas seguimos nossos corações e todas as outras coincidentes facilidades e estamos muito felizes vendo nosso pequeno feliz, descobrindo um novo mundo.

So far, so good!

Beijos
Verinha

Está chegando a nossa hora... E agora?

Olá, amigas!

Tudo bem?
Hoje eu passei aqui meio de abelhuda... Ainda não sei muita coisa sobre este tema, pois meu filhote ainda está agarrado no ninho, mesmo já tendo um ano e nove meses!

Mas eu não via a hora de passar de LEITORA a ESCRITORA deste espaço que acompanho desde antes de estar grávida! É uma alegria bem grande para mim! Eu lia todas aquelas mães sábias com seus pensamentos maduros e pensava: Nossa! Eu não sei nem trocar fralda!! E agora estou aqui, do alto da minha vasta experiência, pronta para palpitar sobre todos os assuntos - até os que ainda não vivenciamos!!

Bem, vamos lá. O que eu tenho para dizer é que minha opinião sobre a hora certa de ir para o colégio vem mudando bastante ao longo da minha maternidade. Eu mesma fui pra escola com quase quatro anos - e pensei que faria o mesmo com o meu piolhinho... Mas agora estou vendo o quanto ele PRECISA da escola. Na verdade, ele até está querendo ir! Ontem mesmo passamos na frente de uma escolinha aqui perto de casa e ele ficou com um olhinho comprido pras crianças que estavam lá dentro, todas enlameadas e suadas, gritando e correndo pra todo lado... Aí ele apontou e disse: "Cola!"... Tadinho!

Estou percebendo que, independente de ter muitas crianças por perto aqui no prédio - e de estar sendo muito bem cuidado e estimulado por mim e pela SANTA que trabalha aqui em casa - meu gatinho precisa avançar um estágio. Precisa de desafio, de um estímulo profissional.

Nós aqui percebemos o quanto ele é curioso e inteligente. Não estou querendo me gabar, mas ele já sabe todos os algarismos e até algumas letrinhas, além das cores e de vários modelos de carros! Imagine só quando tiver educadores explorando este potencial e o ajudando a progredir com sua fala e seu desenvolvimento psicomotor! Vai ser uma alegria para todos, principalmente para ele!!

Pra quem não entende do assunto, já falei pra chuchu, né? Só tem mais uma coisinha. Quanto à escolha da linha de ensino, minha opinião é bem parecida com a da Jo. Quero que meu filho brinque e seja feliz na escola. Mas não quero nada ALTERNATIVO demais, tipo escolinha onde a criança toma chá, faz o próprio pão integral e medita com os coleguinhas - isso existe! Juro!

O fato é que muito em breve meu filho terá de encarar provas, boletins, a dura realidade competitiva de uma escola. Então, se ele começar com algo muito diferente desta realidade, depois terá dificuldades para se adaptar à vida real. É o que eu penso.

Bem... Nossa ideia é matricular o mocinho no segundo semestre, quando ele já terá 2 anos e 3 meses. Vamos ver se eu resisto até lá!!

É um grande prazer estar aqui compartilhando com vocês os meus papos de mãe!

Beijo grande pra todas as mamães e leitoras!

Nanda Torres

A escolha da escola :: 3 anos depois

Sempre fico um pouco dividida na hora de dar minha opinião sobre "como escolher a melhor escola", porque na verdade, acho que é uma decisão tão pessoal quanto o perfume que usamos! Meu melhor conselho é: escolha uma escola que tenha uma linha e um ritmo parecido com o da sua familia e principalmente do seu filho!

Se você faz parte de uma familia, com regras mais rígidas, tradicional, onde esta definido claramente "quem manda no pedaço", escolha uma escola onde a criança tenha regras bem definidas, uma grade mais classica, e profissionais que pensam e educam como você!

Se na sua família, a criança participa de todas as decisões, e palpita, e muitas vezes todos se dobram pra cobrir seus caprichos, certamente, uma escola mais liberal se encaixará melhor!!

Pra mim, o importante é: família e escola falarem a mesma língua! trabalharem juntos para o amadurecimento e a formação da criança como indivíduo!

Meu filho tem 4 anos, e nessa idade, a minha prioridade é o espaço que ele terá pra brincar, o carinho com que os profissionais lidam com ele, as atividades lúdicas e extras que vão estimular a criatividade e a curiosidade dele , alem de claro a segurança!

Estamos a 3 anos na mesma escolinha, e obviamente nem tudo são flores.... mas todos os pontos de divergencia que surgiram foram contornados, ou não tem, pra mim, uma relevância grande sobre a educação do João!

É uma escola bilingue, apesar de sentir que nessa fase, não faz a menor diferença dentro da realidade que tenho em casa, já que não somos uma família com mistura de nacionalidades, nem temos em nossos planos, longos períodos de moradia no exterior.

Com 4 anos, eu quero que meu filho BRINQUE!
quero que ele SEJA FELIZ e tenha uma turminha de amigos com um nível socio-economico parecido com o dele!!!

Faço questão de conhecer os pais dos amiguinhos do meu filho.... fazer programas juntos... participar de todas as festinhas... programar férias conjuntas.... porque penso que a participação dos pais nesse primeiro grupo que o filho é inserido, tras segurança para os nossos pequenos!!!

A três anos atrás, quando escolhemos a escola, fiz um post nesse mesmo blog, sobre esse mesmo tema! quem tiver curiosidade de saber o que eu pensava naquela epoca clique no link:

http://especialsermae.blogspot.com/2008/08/primeira-semana-do-meu-tigrinho.html

Beijos
Jo

domingo, 13 de fevereiro de 2011

As Linhas Pedagógicas

Tradicional
......A linha tradicional de ensino alastrou-se no século XVIII, a partir do Iluminismo, e tinha por objetivo universalizar o acesso do indivíduo ao conhecimento. Foi considerada não-crítica e ultrapassada nas décadas de 60 e 70, mas ainda tem muita importância para os educadores. Seus defensores enfatizam que não há como formar um aluno crítico e questionador sem uma base sólida de informação.
......As escolas que seguem esta linha pedagógica privilegiam a transmissão do conteúdo. O professor, cuja função é transmitir conhecimento e informações para os alunos, é o guia do processo educativo. Escolas que seguem esse modelo tendem a ser rígidas em relação à disciplina.
......O sistema de avaliação das escolas tradicionais mede a quantidade de informação absorvida pelo aluno. Essas escolas tendem a prepará-los para o vestibular desde o início do currículo escolar.

Construtivista
......A teoria de aprendizagem, desenvolvida pelo filósofo Jean Piaget (1896-1980), propõe que o conhecimento resulta da interação de uma inteligência sensório-motora com o ambiente. O estudo demonstrou que uma criança aprende espontaneamente, organizando os dados do exterior a partir dos quais vai construindo seu conhecimento, não é um “ser” moldado pelo professor.
......Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Uma aluna de Piaget, Emilia Ferrero, ampliou a teoria para o campo da leitura e da escrita e concluiu que a criança pode se alfabetizar sozinha, desde que esteja em ambiente que estimule o contato com letras e textos.
......Essa teoria de aprendizagem chegou ao Brasil na década de 70, quando foram criadas algumas escolas experimentais ou alternativas. Hoje já existem várias escolas utilizando este método. A proposta dá prioridade aos conhecimentos que a criança traz consigo, buscando fazer com que esses saberes sejam aprofundados, reconstruídos em diferentes momentos e de diversas formas.
......Mais do que uma linha pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do indivíduo no decorrer de sua vida.
......O professor tem o papel de coordenar as atividades, perceber como cada aluno se desenvolve e propor situações de aprendizagem expressivas. A informação e o conteúdo são fundamentais, mas o processo pelo qual o aluno chega a eles e como estabelece relações e comparações é o mais importante. Dessa maneira, as escolas acreditam que formam crianças mais críticas, opinativas e investigativas. As disciplinas estão voltadas para a reflexão e auto-avaliação, portanto a escola não é considerada rígida.
Montessoriana
......Desenvolvida por Maria Montessori (1870-1952), a teoria do desenvolvimento infantil parte do pressuposto de que a criança é dotada de infinitas potencialidades. De acordo com a visão montessoriana, a criança deve ser incentivada a desenvolver um senso de responsabilidade pelo próprio aprendizado e o ensino deve ser ativo.
......As escolas que seguem essa linha levam muito em conta a personalidade de cada criança, e enfatizam as experiências e o manuseio de materiais para obter a concentração individual e o aprendizado. São propostos trabalhos voltados para atividades motoras e sensoriais que aproximem o aluno da ciência, da arte e da música.
......Na relação entre professor e aluno, as atividades são sugeridas e orientadas, deixando que a própria criança se corrija, adquirindo assim maior autoconfiança. O educador é um guia que remove obstáculos da aprendizagem, localiza e trabalha as dificuldades de cada criança. No aprendizado de números, por exemplo, a teoria não é o ponto de partida, o orientador utiliza pequenas barras coloridas, que possibilitam à criança visualizar relações e proporções.

Waldorf
......Essa linha pedagógica surgiu a partir de 1919, em conferências do filósofo Rudolf Steiner (1861-1925) sobre educação. O método baseia-se nos três eixos de desenvolvimento da criança: físico, social e individual. Sua proposta é baseada no movimento da criança, na atividade motora. São contra o uso da televisão e de brinquedos industrializados, preferem dar aos alunos pedaços de madeira para que eles os transformem em brinquedos.
......Os alunos são divididos por faixas etárias e não por série. São contra também a alfabetização antes dos sete anos de idade. Não há repetências e os professores guiam uma mesma turma durante um ciclo de sete anos.
......A relação da entidade com a família é intensa. As escolas que seguem essa linha têm princípios mais radicais e esperam dos pais uma postura sintonizada com a sua filosofia educacional.
*Os primeiros alunos do filósofo Steiner, eram funcionários da fábrica Waldorf Astoria, na Alemanha. Daí o nome desta linha pedagógica.

Afinal, o que realmente importa?

......A verdade é que existem diferentes formas de educar. O principal é desenvolver a potencialidade de cada criança e formar pessoas respeitosas, honestas, competentes e confiantes na sua capacidade de enfrentar os desafios da vida. Conservadoras ou liberais, as escolas precisam colocar em prática as teorias que pregam. Na hora da decisão, o casal deve visitar as instituições de seu interesse acompanhado dos filhos, pois é necessário que as crianças se identifiquem com a escola para que tenham sucesso
em sua formação.

Fonte: Revista alô bebê club com referência à klickeducacao.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tema da Semana :: Escolhendo a Escola

Olá queridas mamães,

Vamos iniciar esse ano de 2011 com um Tema instigante e que na maioria das vezes nos deixa de cabelo em pé: A VOLTA ÀS AULAS!

Posso dizer a vocês que há um ano jamais imaginaria que estaria feliz com a volta da Ana Clara para a escola, hoje entendo o que alguns educadores chamam de socialização da criança, pra mim se resume no seguinte, criança acima de 3 anos precisa de criança e ponto.

A volta às aulas me fez lembrar que no ano que vem minha pequena sairá do mundo mágico da pré-escola para ingressar na realidade nua e crua do ensino fundamental. E agora? Quais os critérios de avaliação na hora da escolha da nova escola?

Quais foram os critérios que vocês utilizaram ou utilizarão para seus filhos?

Método Tradicional ou Construtivista? Traduzindo, conservador ou liberal?

A escola deve ser próxima de casa pela praticidade ou posso ir mais longe em busca do que acredito ser melhor? Mesmo que isso me custe horas de transito com uma criança pequena?

A escola deve valer o quanto cobra no ensino ou somente o status basta?

É... esse tema tem muito pano pra manga... vamos papear?

Beijo grande a todas,