quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Viajar é normal!

Lembro que logo que tive a primeira filha ouvi uns comentários assim:
- Que pena né? Agora você nunca mais vai poder viajar...
Juro por Deus que até hoje não entendo o que esta frase quis exatamente dizer.
Antes de vir as pimpolhas a gente já viajava à beça. Quando nos conhecemos já pegamos o carro e passamos 30 dias viajando pelo país. Demos uma boa circulada por Minas, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro (foi quando conheci a JÔ) e de carro. O kit necessário era um isopor com gelo e guloseimas diversas e líquidos. Algumas comidinhas. CD´s e o Guia 4 Rodas. Pronto! Assim a gente vai até onde der.


Depois que as meninas nasceram eu fiquei mais quieta, pois gosto da idéia de ninho e de resguardo para todos. Acredito que assim facilita a ambientação de todos. Ainda mais que todo o planejamento e organização ficam por minha conta.

Moramos no planalto central e quando a Nina tinha 1 ano e 2 meses resolvemos ir para a Chapada dos Veadeiros e de carro (e eu grávida). Arrumamos o kit básico já mencionado acima, uma mala bem grande e pé na estrada. Nossa! Como foi bom. Foram poucos dias, uns 5 no máximo, e era o primeiro teste. E todos passamos nessa pequena prova de fogo. Ficamos numa pousada bem legal e todo mundo de lá nos tratou super bem. Com lanches especiais em horários especiais.
Depois disso já viajamos e muito, mas de avião. Porto de Galinhas, Florianópolis, Rio de Janeiro. E nas duas últimas fui sozinha com as duas. Louca? Não! Normal.
Esses dias resolvemos ir numa cidadezinha aqui em Goiás chamada Pirinópolis. E foi muito engraçado. Conversei com as meninas sobre a viagem e as duas:
- Eba! Vamos andar de avião.
- Vião, mamãe, vião.
E eu tentando explicar que a gente ía viajar, mas que era de carro e não de avião.
E a Nina:
- Eu sei mãe. A gente vai de carro até o aeroporto e lá a gente entra no avião e viaja!

Aí, baixou a pedagoga que vive dentro de mim, busquei mapa, globo terrestre e resolvi explicar como funcionavam as distâncias e os transportes. Elas amaram e entenderam. A viagem é curta, pois são somente 3 horas. Nem me lembro do tanto que paramos e acredito que não tenham sido muitas vezes, pois eu ODEIO parar e nem estou me lembrando agora para contar.

Numa das vezes para Floripa eu acabei me vencendo pelo bolso e comprei uma passagen 3 vezes mais barata só porque tinha conexão em Curitiba. Foi barra, mas eu venci. As duas dormiram no vôo entre Floripa e Curitiba que dura uma meia hora. Elas geralmente dormem quando o vôo é pela manhã e eu sempre consegui mais poltronas para deitá-las (avião não lotado). Resultado: tive que sair com as duas dormindo no colo (É, eu estava sozinha da Silva) e a bolsa grande.
Como já disse uma de nós aí mais para baixo, somos sempre bem tratadas quando estamos com crianças e eu já usei esta vantagem algumas vezes. Eu explico. Eu sempre levo muito mais peso do que posso. Tipo, se posso 32 eu levo uns 80 e não é brincadeira. Só que quando chego pro check-in a primeira coisa que faço é pegar a menor e sentá-la em cima do balcão. E fico: - Fala oi pra tia. Manda um beijinho. Adivinhem? NUNCA paguei escesso de bagagem.
Pois bem, nesse dia em Curitiba, o pessoal do aeroporto ficou com dó de mim e abriu uma porta mágica secreta. Eu devo ter andado uns 15 metros do avião até a sala de embarque. Sem a porta eu teria que dar a volta no aeroporto por fora e depois por dentro, tipo Guarulhos. E nesse dia ainda teve outro fato legal. Quando estávamos na sala de embarque aguardando nosso vôo eis que surge a amiga da Catarina que estuda com ela para o mesmo vôo. Ela amou. Vieram fofocando o tempo todo.

É só eu ter uns dias de folga que arrumo as malas. Tô pensando agora em irmos para Portugal no fim ano. São só planos por enquanto, mas eu já estou sonhando com a idéia e me convencendo a ficar 12 horas dentro de uma aeronave. Pelo menos o vôo é direto.

Disney?
Numas das voltas de Floripa eu vim conversando com uma comissária de bordo que contou que tem uma filha de 5 anos e que a idade certa, ou mais apropriada, para levar para Disney é em torno dessa idade. Pois quando são muito pequenos eles não aproveitam tudo que lhes é oferecido. Penso em irmos para lá quando a pequena estiver com 5 e a grande com 6. E também penso em ir na da Califórnia.

Tamanho das malas.
Eu sou totalmente psica. Não tem jeito. Eu levo a casa toda. Pra vocês terem uma idéia eu levo até o tapede de borracha na mala. E quando a viagem é de carro eu levo um tapete gigante que eu tenho, anti-derrapante, desses pretos que tem umas bolinhas em relevo e geralmente são encontrados em entradas de prédios, para colocar dentro do box do banheiro e elas não escorregarem (eu confessei que era psica). Além de levar roupas para todas as estações, não confio muito no clima. Vai que dá uma reviravolta? Eu, hein! Nem pensar. Levo cobertor, levo fraldinhas de pano de tamanhos variados e levo uma bolsa a tira-colo para coisas urgentes e necessárias. Dependendo do tempo da viagem vai uma mala só para os brinquedos. Também tem a música que eu carrego junto (IPode + Caixinha de som JBL). Umas mudas de roupa, líquidos, bolachas, brinquedos pequenos e bem interessantes. Também levo remédios básicos: luftal, berlison, alivium, salsep, soro fisiológico e a bombinha para asma.
Pronto! Depois é pé na estrada!

Ah! Esqueci. Como sou fotógrafa nas horas vagas (se é que existe alguma ultimamente) também não pode fatar a super câmera fotográfica e a filmadora. Porque além de planejar, organizar e realizar eu também documento tudinho.

2 comentários:

Jo disse...

Fê,
vc eh neurotica!
:)

To me sentindo uma RELAXADA, pessima mãe... despreocupada... louca!!!

kkkk
mas a 1 ano e 9 meses o joao sobrevive (E BEM) com a minha falta de neurose..
acho que vou continuar assim!
kkkkk

Kika Bastos disse...

pois é Fê!! Acaba que apesar de toda nossa neurose, quando a viagem rola eles sempre nos surpreendem, né?!?!
com relaÇão ao tamanho da mala, cara... a minha eu ja consegui domar, E MUITO, depois do LUca.... agora a mala-problema é a dele!

bjs