segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Palmada Educativa

E então....
Que eu sou A FAVOR da palmada educativa!
Escrevi logo, porque vou dar a chance de quem nao quiser ler, parar agora!

Acho que em algumas situações, ela é necessária...

Tudo tem seu grau de evolução...
- primeiro uma advertência
- depois uma bronca mais seria
- e ai, não obedeceu, palmada!

Vejam bem, não estou falando de surras... ou de realmente machucar a cria...
sou muito contra isso!!! Por isso acho que uma palmada com a cabeça no lugar é melhor do que estourar com a cabeça quente!

No início da educação do meu filho, não existe quem me convença que um "papo sério" faça ele entender... ele tem 1 ano e 10 meses!!! No máximo entende que NÃO PODE FAZER... mas os motivos, as consequencias, os exemplos.... complexo demais!

E daí que funciona assim... as vezes ele leva uns tapinhas... geralmente na mão... ou no bumbum.
não chega nem a chorar... mas fica com cara de "humpft".
E geralmente isso acontece quando ele esta TESTANDO A GENTE.
Quando já entendeu que não pode... mas faz pra ver a nossa reação.

O que é pior? Uma palmadinha de vez em quando ou uma criança (e depois adolescente) sem LIMITE ALGUM?

Trabalhei por anos em uma escola... e posso afirmar que existem muitas crianças mal educadas, sem limite e sem noção alguma de como tratar as pessoas à votla. São mini ditadores. E os pais são reféns...

Ai, crescem, se metem com drogas, deixam o bom senso de lado... roubam... matam... tratam amigos e namoradas como lixo... (sim, parece trágico... e claro que não estou generalizando... mas isso cada vez mais acontece na classe média "alta"... com pessoas que não passam por privação nenhuma... e que não teriam motivo algum de fazer tudo isso... resultado real de uma péssima educação!)


Muitas vezes, bater num filho, doi mais na mãe do que na criança... eu não consigo conceber.. que alguem carrega por 9 meses um nenem, depois cuida com carinho, pra em seguida "descer a mão" por puro prazer...

Mas eu acho que essa onda "bacaninha" de pais e filhos muito amigos, confidentes... igual pra igual... desculpa.. pra mim nao funciona, não dá certo!
O Filho tem que reconhecer a autoridade dos pais... ele esta ali pra aprender com eles (e claro, futuramente, ensinar tambem!!!)

Mas boa moral, principios e carater é algo que cabe a nós passar pros nossos pequenos... Se não aprenderem com a gente, com quem aprenderão?

É um erro muito grande achar que cabe a escola EDUCAR nossos filhos nesse tipo de coisa... A Escola cabe ensinar a viver socialmente, sem contar com o óbvio... que é passar conteudo didático...

Meu filho ja tomou alguns tapinhas... e cada dia que passa ele aprende mais que "papai e mamãe quando falam sério - É SÉRIO!!", espero que com o tempo a conversa baste!!! E eu nunca precise mesmo mostrar "quem manda aqui!".

Meu filho é uma criança feliz, saudável, sorridente... sem traumas, e que aos poucos esta aprendendo a dividir seus brinquedos, ser educado com as pessoas, e separar o joio do trigo... Tenho certeza que estou fazendo o melhor pra ele, pra nós e pra todos que o rodeiam... sem culpas!!!

15 comentários:

Maria Fernanda - Clave de Lua disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Fernanda - Clave de Lua disse...

Jo! Meu piolhinho ainda tem 5cm, mas já acho que a minha linha de conduta vai ser mais ou menos como a sua.
Pai e mãe não são coleguinhas. Vejo direto criança batendo na mãe, xingando, desrespeitando... Quando é que eu cogitaria fazer estas coisas na minha infância? Eu amo os meus pais e eles me deram boas chineladas quando eu extrapolava. Não fiquei com marca nem trauma.
Só não concordo com humilhação. E isso pode ser feito sem encostar um dedo no filho. Muito pior do que dar uns tapinhas é menosprezar, tratar com desdém, fazer com que eles se sintam ruins para a casa e para o mundo. Tapa só dói na hora - e estas outras coisas doem por anos a fio!!!
Beijo pra você e pra todas as mamães! Estou acompanhando vocês todas as semanas - pra já ir treinando!!!

Lele disse...

Jô,
Eu concordo com tudo q vc disse!
O aqui de casa tb é assim!
Qd faz pela terceira vez um tapinha não faz mal à ninguém! Muito menos para uma criança q estárindo de vc!
Eu tb sou a favor!
Bjss

Fernanda disse...

Eu penso exatamente assim, igualzinho a você. E muito embora não tenha filhos, se tivesse, os educaria com uma palmadinha quando fosse necessária. Tomei tapinha e não tenho o menor trauma disso, pelo contrário, lembro de um dia que cheguei em casa de manhã, já burra velha, e minha mãe, que tem uns 20cm a menos que eu, veio me dar a tal "palmadinha educativa"! É claro que a gente caiu na gargalhada e até hoje a gente ri muito disso! Espancar é uma coisa, mas uma palmadinha de vez em quando é necessária SIM. Os exemplos que eu conheço de crianças cujos pais eram radicalmente contra as palmadas não são bons exemplos, infelizmente.

Re disse...

Concordo com vc, uma palmadinha nao faz mal a ninguem..afinal, eu levei umas qdo criança e me tornei uma adulta super normal. O lance eh saber qdo e com qual intensidade. Nao pode virar rotina, toida a hr, mas tem acontecer no momento certo pra criança poder entender e respeitar. Nao tenho filhos ainda, mas essa será a linha que seguirei qdo os tiver. Bjs

Kika Bastos disse...

assino em baixo, Jô!!!!

Julia disse...

Sou totalmente contrária a qualquer tipo de violência física, pois acredito que a mensagem negativa, o dano, se encontra no ato de dar palmada não importando a intensidade. Faço parte de uma minoria que nunca levou uma palmada, nem um puxão de orelha nem um beliscão, ou seja, nenhum tipo de agressão.Quando criança meus-minhas colegas ficavam espantadas por nunca ter levado uma palmada. E nem por isso me tornei uma pessoa mal educada, desvirtuada e tal...(bebi a primeira vez um gole aos dezesseis anos e fui beber mesmo aos 18, nunca fumei (apesar de minha mãe ser fumante), fiz duas faculdades.. etc.. nossa relação sempre foi construída na base de muito diálogo, ela sempre me pedia para questinar as coisas) Acho que a agressão é uma confissão de nossa incapacidade de ter controle de uma situação, provinda de uma argumentação ou negociação fracassada e portanto não acolhida por nossos filhos tão pequenos e indefesos. Então diante de nossa frustação de ter não ter nossa ordem acolhida optamos por fazer valer nossa voz através da agressão, afinal somos mais altos, mais fortes, não corremos o risco do revide. Tenho o maior orgulho de minha mãe por ter me criado sem me bater, dizia a todos que quando tivesse filhos não bateria também. Sou mãe de duas filhas, sei que não é fácil, posso derrepente num ato de desespero ir contra as minhas palavras e bater, mas se um dia isso chegar a acontecer tenho total consciência de que eu terei errado. Peço a Deus que nunca aconteça, que eu consiga seguir os passos de minha mãe, pois eu sei o quanto isso foi importante para mim, contribuindo inclusive para que eu falasse sempre a verdade, pois por mais errada que eu estivesse, por mais bronca que eu fosse levar tinha total convicção de que ela jamais levantaria a mão para me bater, e isso ao invés de me encorajar para o cometimendo de erros, fazia com que eu tivesse mais repeito e admiração por ela.
(Sugestão de leitura: Os filhos vem do céu)

Fernanda disse...

Gostei muito do depoimento da Julia; gostaria até de conseguir actuar como ela, mas acho que comigo não resultou. Raramente apanhei em criança e ainda assim era mais como se diz aqui "sacudir as moscas". Com os meus filhos tb é mt raro, mas já tem acontecido. É realmente num momento em que fico mt zangada, pois se conseguir ultrapassar esse momento consigo castigá-los de forma mais eficaz. Por exemplo, o meu filho ontem ficou proibido de tocar no pc; isto é um castigo que funciona!
No entanto, creio que regra geral um tapinha faz melhor do que a sua ausência.
Bjos

Fernanda disse...

Sou a favor da palmadinha.

Um dia desses Gabriella surtou, me deixou constrangida e muito fula da vida.
Dei a palmadinha e vó que é vó se mete! O sangue ferveu!!!

Porque se hoje eu tenho pena e não dou uma palmada quando necessario, mais na frente ela não vai ter pena de mim.

kika disse...

nao entendi o comentário da fernancda acima... como assim vó que é vó se mete???
A minha mãe JAMAIS estará autorizada a bater no meu filho! JAMAISSSSSS... nem uma palmadinha de leve, NADA! MUITO MENOS a minha sogra.
e nem por isso estão autorizadas a questionar a palmada que eu der, por exemplo. Cara, na boa... eu posso ser radical, mas se uma das opções acontecer na minha casa, nao quero saber qual avó é... minha mae ou minha sogra, mas quebro o pau na hora!

Anônimo disse...

aloo alooo... planeta terra chamandoooo
existe vida neste blog?
hehe

Srta processável! disse...

olha, eu qdo pequena não era lá uma criança mto obediente..
e levei sim umas boas palmadas...
e olha só, hoje eu sou uma mulher e agradeço aos meus pais pelas palmadas...
pois como diria meu pai "tá vendo só, deu gente!"


beijos para as mamães! ;)

Bella&Rafa disse...

GENTE!!! EU ERA TERRÍVEL!!!
A JO ME CONHECIA BEM..... KKKKK....
APANHEI MUITO!!!
E TO AQUI, FIRME E FORTE!!BEM EDUCADA E BEM CRIADA!!!KKKKKK
CONCORDO COM A JOANA....
OS MEUS SÃO MAIS VELHOS, ESTÃO COM 4 E 5, EU CONVERSO BASTANTE, FAÇO COMBINADOS, ELES SÓ LEVAM PALMADA QUANDO "QUEREM"!! DOU TODAS AS CHANCES DO MUNDO ANTES DA PALMADA!!!
EVITO PUNIR ELES NA RUA, NA FRENTE DE ESTRANHOS....
MAIS QUANDO CHEGAM EM CASA, CONVERSAMOS SOBRE O COMPORATAMENTO DELES.... E POR AÍ VAI!!! O QUE REPAREI NESSES 5 ANOS, É QUE PIOR QUE "BATER" É GRITAR!!!
FICO LOUCA COM AQUELAS MÃES MALUCAS QUE BERRAM NA RUA!!!! MAIS JÁ TIVE VONTATE DE DAR UNS ATAQUES DESSES DE MALUCA KKKK....
MAIS CADA UM EDUCA SEU FILHO DA MENEIRA QUE LHE CONVÉM...
AH E SOBRE A AVÓ, NO CASO MINHA MÃE, QUE VIVIA ME BATENDO, FICA UMA FERA SE BRIGO COM AS CRIANÇAS, QUANDO BATO ENTÃO....
BEIJOS!!!!

Bella&Rafa disse...

KIKA, EU ACHO QUE A "AVÓ LÁ DE CIMA", NÃO BATEU NA NETA E SIM RECLAMOU DELA TER APANHADO??!!!
SERÁ???
TMB NÃO ENTENDI!!!! KKK..
BJS MARY!!!

Marcela Veiga Soares disse...

Eu concordo com as palmadas educativas sim. Tive uma educação meio complicada, cheias de tabus, e boas surras de cinta, eu chorava antes mesmo da minha mãe começar a bater, foi um trauma mas superei, nada me fez me prender muito a isso. Minha mãe me deu a mesma educação que foi dada para ela, o que não tinha mais ligação da época dela com a realidade da minha infância. Em casa eramos três meninas, nunca fomos terríveis, a gente aprontava coisa boba nunca aprontei nada demais, e pela a cara da minha mãe eu já sabia que ia apanhar, ela ficava muito nervosa e batia mesmo, a dor física em si eu nem lembro de sentir tanto, mas depois eu chorava por horas com um sentimento horrível, isso sem dúvida não se faz com uma criança, tanto que hoje falo para ela que o que ela fazia não era necessário, e ela se arrepende.
Igual a minha mãe com certeza não irei criar meus filhos, quero ter muita conversa com eles e umas palmadinhas educaducativas caso necessário. Mas agressão de machucar jamais.